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Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes alerta que mais de 80% dos criadouros do Aedes estão dentro das residências

Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar mantém ações contínuas de prevenção à dengue mesmo após queda de 85,1% nos casos confirmados no primeiro semestre de 2026.

Uma das ferramentas usadas pela Prefeitura de Mogi nas ações de combate à dengue é o drone, especialmente em locais de difícil acessoFoto: Divulgação/PMMC
Raphael Nogueira Felix
8 de outubro de 202617:45
Atualizado agora há pouco às 20:45

A Prefeitura de Mogi das Cruzes reforça que o combate à dengue depende diretamente da participação dos moradores. Segundo a administração municipal, mais de 80% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão dentro das próprias casas, o que torna a vistoria domiciliar uma medida essencial para evitar a proliferação do transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar mantém ações permanentes de vigilância e controle, mas alerta que a população precisa redobrar os cuidados, especialmente com a combinação de temperaturas mais altas e chuvas, condições que favorecem a reprodução do mosquito.

De acordo com a Prefeitura, recipientes aparentemente inofensivos, como garrafas, potes, baldes, brinquedos ou outros objetos deixados no quintal, podem se transformar em criadouros. Por isso, a orientação é eliminar qualquer ponto de água parada e manter lixos e reservatórios devidamente tampados.

Os números do município mostram avanço no enfrentamento à doença. No primeiro semestre de 2026, Mogi das Cruzes registrou 36 casos confirmados de dengue, contra 241 no mesmo período de 2025, uma redução de 85,1%. As notificações, que incluem casos suspeitos, também caíram 72,2%, passando de 2.212 para 614. O município permanece sem registro de óbito por dengue pelo segundo ano consecutivo.

Para o diretor da Vigilância em Saúde, Jefferson Leite, os resultados positivos não significam que a população possa relaxar nos cuidados. «Os resultados mostram que o trabalho permanente de prevenção e controle faz diferença, mas a dengue exige atenção durante todo o ano. Se 80% dos criadouros estão dentro das residências, cada morador tem um papel fundamental nessa luta», afirmou.

Jefferson Leite destacou ainda que a prevenção deve ser encarada como rotina. «É importante que a população enxergue a prevenção como um cuidado de rotina, e não apenas como uma ação realizada quando os casos aumentam. O mosquito pode se reproduzir em pequenos volumes de água, por isso, uma vistoria semanal no quintal, dentro de casa e em áreas externas é uma atitude simples, mas de grande impacto», reforçou.

A estratégia municipal de enfrentamento ao Aedes aegypti inclui visitas domiciliares para identificação e eliminação de criadouros, orientação aos moradores, inspeção de imóveis e pontos estratégicos, atendimento a denúncias, bloqueios de transmissão em locais com casos confirmados e monitoramento das regiões com maior risco.

O município também utiliza drones para aplicação de larvicida em grandes reservatórios e locais de difícil acesso, mantém brigadas de combate à dengue em prédios públicos e disponibiliza o Zap Dengue (11 99918-6070), canal exclusivo para a população informar possíveis focos e receber orientações. As ações de campo são realizadas pelo Núcleo de Prevenção e Controle de Arboviroses (NPCA).

A Prefeitura orienta que os moradores permitam a entrada dos agentes de Vigilância em Saúde nos imóveis durante as vistorias. Os profissionais estão sempre uniformizados e portam crachá de identificação. Entre as medidas recomendadas estão eliminar água parada, manter caixas-d'água e reservatórios tampados, limpar calhas e lajes, não deixar água acumulada em pratos de vasos e fazer a vistoria do imóvel pelo menos uma vez por semana.

Fonte de referência: mogidascruzes.sp.gov.br — https://mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/mais-de-80-dos-criadouros-do-mosquito-da-dengue-estao-dentro-das-casas-prefeitura-reforca-prevencao

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