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China rejeita pressão dos EUA e reforça oposição a tarifas comerciais

A China reafirmou nesta terça-feira (4) sua disposição para dialogar com os Estados Unidos sobre as disputas comerciais, mas deixou claro que não aceitará ameaças ou medidas coercitivas impostas por Washington. A declaração foi feita por Lou Qinjian, porta-voz do Congresso Nacional do Povo da China, em resposta ao recente aumento de tarifas anunciado pelo governo americano.

China rejeita pressão dos EUA e reforça oposição a tarifas comerciais. Foto: Reprodução

RN
Raphael Nogueira Félix
4 de março de 202507:44
Atualizado 04 de mar. de 2025 às 09:00
O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou a aplicação de uma tarifa de 10% sobre todas as importações chinesas, o que levou Pequim a reagir prontamente com medidas retaliatórias. Além disso, a China formalizou uma queixa junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), questionando a legalidade da ação americana e destacando o impacto negativo para a economia global. "A imposição unilateral de tarifas pelos EUA é uma clara violação das normas estabelecidas pela OMC e representa uma ameaça à estabilidade das cadeias produtivas internacionais", afirmou Lou Qinjian. O posicionamento chinês reflete a preocupação com o impacto da guerra comercial sobre a economia mundial, especialmente no momento em que ambos os países buscam recuperação após os desafios econômicos recentes. O clima de incerteza afetou os mercados asiáticos, com quedas significativas nas bolsas da China e de Hong Kong. Investidores monitoram atentamente as decisões tomadas durante as sessões parlamentares anuais chinesas, buscando pistas sobre a estratégia de Pequim para enfrentar as novas barreiras comerciais impostas pelos EUA. Especialistas acreditam que o endurecimento da disputa comercial pode levar a impactos prolongados no comércio global, dificultando negociações e aumentando a volatilidade dos mercados. Enquanto isso, diplomatas chineses reforçam que qualquer resolução deve ser baseada no respeito mútuo e no compromisso com as regras internacionais. A escalada das tensões comerciais entre as duas potências também levanta preocupações sobre seus efeitos para empresas e consumidores. Com tarifas mais altas, o custo de produtos pode aumentar, afetando diretamente o poder de compra da população e a competitividade de setores industriais em ambos os países. Para saber mais, inscreva-se no canal Diário do Estado de São Paulo. https://www.youtube.com/watch?v=1RNYg-5gh3s
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