A desestatização da Sabesp, ocorrida em 2024, já trouxe resultados expressivos para a Baixada Santista. De acordo com balanço divulgado pelo governo paulista, cerca de 229 mil pessoas passaram a ter acesso à água tratada, enquanto aproximadamente 291 mil passaram a contar com coleta e tratamento de esgoto na região.
Os investimentos realizados entre 2024 e 2025 somam R$ 2,4 bilhões, valor que deve ser ampliado para R$ 10,5 bilhões até 2029. A meta é universalizar o saneamento básico nos nove municípios que compõem a Baixada Santista, garantindo água e esgoto tratado para toda a população.
O montante aplicado por habitante ao ano saltou de R$ 313,22 para R$ 979,89, triplicando o ritmo de investimento. Esse incremento foi possível graças ao novo contrato firmado com a iniciativa privada, que prevê aportes cinco vezes superiores aos registrados entre 2017 e 2024, quando a média anual era de R$ 400 milhões.
Um dos avanços destacados foi a inclusão de áreas informais e rurais, antes não atendidas pela empresa estatal. Desde 2024, 89.791 moradores dessas localidades receberam água encanada e 88.791 passaram a ter coleta de esgoto, ampliando a cobertura para comunidades historicamente excluídas dos serviços de saneamento.
Entre as obras em andamento estão a Adutora Santos-Guarujá, orçada em R$ 134,7 milhões, que levará água por um canal subaquático entre as duas cidades. Também está sendo implantado o Pulmão de Reservação de Água Potável do Sistema Mambu Branco, com capacidade para 40 milhões de litros, e a nova Estação de Tratamento de Água Melvi, que poderá produzir 1.270 litros por segundo.
Até 2029, a Sabesp prevê a expansão de 170 km de redes de água e 596 km de redes de esgoto na região, além da construção de 20 novos reservatórios, três estações de tratamento de água e seis de tratamento de esgoto. Essas medidas visam resolver gargalos históricos no abastecimento e na coleta de efluentes.
Outro reflexo positivo da desestatização foi o aumento no número de beneficiários da Tarifa Social Paulista. Na Baixada Santista, o programa saltou de 30.120 economias para 95.530, triplicando o alcance. Em todo o estado, 6 milhões de pessoas são atendidas pela tarifa, que concede descontos de até 78% para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.
A nova categoria Social II, criada após a privatização, oferece desconto de até 50% para moradores de núcleos urbanos informais em processo de regularização. A adesão ao benefício é automática para quem tem o CadÚnico atualizado ou recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC), sem necessidade de envio de documentos à concessionária.
Os dados reforçam o impacto da mudança no modelo de gestão da Sabesp, que passou a ser controlada por acionistas privados, mantendo a regulação do estado. A expectativa é que, com os investimentos programados, a Baixada Santista atinja a universalização do saneamento básico até o final da década.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/desestatizacao-da-sabesp-levou-agua-para-229-mil-pessoas-e-passou-a-dar-destinacao-correta-ao-esgoto-de-quase-300-mil-na-baixada-santista/


