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Limeira

Terceira fase de prisões é deflagrada em Limeira por morte em salto de rope jump

Polícia Civil prende mais três suspeitos de envolvimento na morte de jovem durante atividade radical na Ponte do Esqueleto; investigação apura possível supressão de provas.

Policiais civis durante operação da terceira fase de prisões em Limeira, que investiga a morte de um jovem em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
20 de junho de 202615:30
Atualizado agora há pouco às 18:30

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, neste sábado (20), três mandados de prisão temporária relacionados à morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida no dia 13 de junho durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da cidade e têm validade de cinco dias.

Os detidos são uma mulher de 29 anos, capturada no Rio de Janeiro, e dois homens, de 25 e 27 anos, localizados em Limeira e Indaiatuba, respectivamente. Segundo a delegada Andréa Levy, que preside o inquérito, os três faziam parte da equipe responsável pela organização e execução da atividade radical.

Além das prisões, a Justiça autorizou buscas e apreensões nos endereços dos investigados. Celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais foram recolhidos para auxiliar nas investigações. A polícia suspeita que tenha havido supressão de provas, especialmente o desaparecimento da câmera que a vítima usava no momento do salto.

De acordo com a delegada, há indícios de que conteúdos digitais relevantes foram excluídos após o acidente. Esses elementos embasaram os pedidos de medidas cautelares, que foram acolhidos pelo Poder Judiciário.

A investigação apura, em tese, a prática de crimes dolosos contra a vida na modalidade de dolo eventual — quando o agente assume o risco de matar —, além de possível fraude processual. O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter 9), Kleber Altale, afirmou que as diligências prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos e identificar todas as responsabilidades criminais.

Três instrutores que estavam no local no dia do acidente já haviam sido presos em flagrante e, posteriormente, tiveram as prisões convertidas em preventivas. Eles permanecem custodiados.

A polícia também busca localizar a câmera utilizada por Maria Eduarda, considerada peça-chave para reconstituir o ocorrido. O caso segue sob sigilo judicial.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/policia-civil-prende-mais-tres-investigados-por-morte-durante-salto-de-rope-jump-em-limeira/

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