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Limeira

Polícia identifica suspeito de retirar câmera GoPro de jovem morta em salto de rope jump

Investigação aponta que João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva teria removido o equipamento do braço da vítima após a queda. Câmera ainda não foi localizada.

Foto: Divulgação.

Raphael Nogueira Felix
23 de junho de 202615:00
Atualizado agora há pouco às 18:00

A Polícia Civil do interior de São Paulo identificou o responsável por retirar a câmera GoPro que estava acoplada ao braço de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante o salto de rope jump que resultou em sua morte. Segundo as investigações, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos presos pelo caso, teria removido o equipamento após a queda da vítima.

Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho ao cair de uma altura de aproximadamente 40 metros da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis. Ela sofreu politraumatismo e não resistiu aos ferimentos. A câmera GoPro, que poderia conter imagens cruciais para entender a dinâmica do acidente, desapareceu do local.

João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves foram presos no último sábado (20) por envolvimento na tragédia. A polícia solicitou à Justiça a prorrogação das prisões temporárias para 30 dias, até a conclusão do inquérito. Os três faziam parte do grupo 'Entre Cordas', organizador do evento de rope jump.

Inicialmente, seis pessoas foram detidas. Os instrutores Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia seguinte ao acidente. Evelyne foi liberada, mas segue sob investigação.

Testemunhas relataram ter visto alguém retirando a câmera do braço de Maria Eduarda após a queda. Os instrutores negaram o sumiço intencional do equipamento, mas a polícia encontrou indícios de que conteúdos digitais relevantes foram excluídos pelos suspeitos, o que motivou os pedidos de prisão e mandados de busca e apreensão.

Até o momento, a GoPro não foi localizada. A polícia apura também a possibilidade de fraude processual. O caso é tratado como homicídio doloso com dolo eventual, já que os organizadores teriam assumido o risco de causar a morte ao realizar o salto sem as devidas condições de segurança.

Maria Eduarda morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, e trabalhava em uma academia de musculação. Nas redes sociais, ela compartilhava a rotina de treinos e, horas antes do acidente, publicou uma foto da ponte com a legenda: 'Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?'. A empresa onde trabalhava lamentou a perda em uma nota oficial.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/rope-jump-policia-descobre-quem-tirou-gopro-de-jovem-morta-em-queda

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