A Polícia Civil de São Paulo abriu uma nova investigação para apurar a conduta de três pessoas presas temporariamente no último sábado (20) por envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu no dia 13 de junho ao se lançar sem cordas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior do estado.
Os alvos do novo inquérito são Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Eles foram detidos em Limeira, Indaiatuba e no Rio de Janeiro, respectivamente. A polícia solicitou à Justiça a prorrogação das prisões por mais 30 dias, até a conclusão das apurações.
Os três instrutores que estavam no local no momento do acidente — Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves — continuam presos preventivamente no Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. A Justiça negou pedidos de liberdade apresentados pela defesa deles.
De acordo com a polícia, João Antônio teria retirado a câmera GoPro do braço de Maria Eduarda logo após a queda, antes mesmo do início do socorro. Sua função era auxiliar na remoção dos equipamentos de segurança na parte inferior da ponte. Apesar disso, o relatório policial não aponta sua participação no desaparecimento do dispositivo.
Gabriel Barros, por sua vez, foi apontado como responsável por pegar a câmera na parte superior da ponte e colocá-la em uma sacola plástica. Tanto ele quanto João fugiram do local após o acidente. A nova investigação busca esclarecer se a retirada do equipamento foi premeditada ou intencional.
Já a prisão de Evelyne está relacionada à exclusão do perfil do grupo “Entre Cordas”, responsável pelo evento. Nas redes sociais, ela se identificava como CEO do grupo. A polícia considera que a atitude pode configurar obstrução de provas, já que conteúdos digitais relevantes para o caso podem ter sido apagados. Evelyne era responsável pelo cadastro dos participantes e pela edição e publicação de vídeos promocionais.
Em depoimento, Evelyne afirmou que ouviu o barulho da queda, mas não viu o momento do salto. Ela classificou a morte como “fatalidade” e disse que não ouviu alertas sobre a ausência de cordas. Segundo ela, do local onde fazia o cadastro, não tinha visão da plataforma de saltos.
O caso segue sob investigação, e a polícia trabalha para individualizar a conduta de cada um dos presos. A tragédia gerou comoção e levantou questionamentos sobre a segurança em atividades radicais na região.
Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/tragedia-no-rope-jump-nova-investigacao-vai-apontar-conduta-de-presos


