A investigação sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. A polícia aponta que João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos presos, teria retirado a câmera GoPro que estava acoplada ao braço da vítima no momento do acidente.
O caso ocorreu no dia 13 de junho, quando Maria Eduarda foi lançada em queda livre de aproximadamente 30 metros após não ter as cordas de segurança conectadas ao equipamento. A empresa responsável pelo evento, chamada 'Entre Cordas', operava de forma irregular, segundo as autoridades.
Evelyne dos Santos Gonçalves, também presa, era a responsável pelo cadastro dos participantes e pela edição e publicação de vídeos nas redes sociais. Ela prestou depoimento à polícia no dia da tragédia, afirmando que 'ouviu o barulho' da queda, mas não viu o momento do salto. Em seu relato, classificou a morte como uma 'fatalidade' e negou ter ouvido alertas sobre a ausência de cordas.
De acordo com a delegada Andrea Dantas Levy, Evelyne permaneceu na ponte em estado de choque por cerca de 30 a 40 minutos após o acidente. Ela disse ter chamado os instrutores pelo rádio, pedindo apoio, e negou que eles tenham tentado fugir. 'Ninguém saiu em momento algum, ninguém fugiu', afirmou no depoimento.
Além de Evelyne e João Antônio, outros dois instrutores foram presos no dia do ocorrido. A polícia investiga se houve negligência na montagem dos equipamentos de segurança e se a empresa tinha autorização para realizar a atividade. O perfil 'Entre Cordas' foi apagado das redes sociais após a tragédia.
A morte de Maria Eduarda gerou comoção na região e reacendeu o debate sobre a fiscalização de atividades de aventura. A Prefeitura de Limeira informou que está colaborando com as investigações e que vai reforçar a vistoria em eventos similares.
Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/veja-depoimento-presa-morte-rope-jump


