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Limeira

Preso por retirar GoPro de vítima de rope jump acusa colegas em carta

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, preso preventivamente, escreveu carta de três páginas apontando três pessoas que teriam levado a câmera da vítima.

Foto: Divulgação.

Raphael Nogueira Felix
26 de junho de 202608:58
Atualizado agora há pouco às 11:58

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, preso por suspeita de retirar a câmera GoPro do braço de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump que resultou em sua morte, escreveu uma carta de três páginas na qual acusa três colegas de estarem envolvidos no sumiço do equipamento. A câmera é considerada peça-chave para a investigação do caso, ocorrido no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.

Na carta, divulgada nesta quinta-feira (25) pelos advogados Ana Flavia de Almeida Foguel e Vitor Aurélio, que representam o suspeito, ele relata que, após a queda livre de Maria Eduarda, pediu ajuda pelo rádio. O primeiro a descer de rapel foi Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, um dos três instrutores presos no dia da morte.

Em seguida, segundo o texto, Kaue Felipe Silva Silveira, integrante do grupo “Entre Cordas” e considerado investigado (não está preso), “desceu rápido no rapel e foi até a Maria Eduarda. Eu não vi o que ele fez, pois a enfermeira [testemunha] estava chegando e eu sinalizei o local [da queda]”, escreveu João Antônio.

O suspeito também menciona que outros integrantes do grupo desceram para acompanhar o resgate, entre eles Luís Gustavo De Oliveira. Ele aponta diretamente: “Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte: Kauê, porque desceu muito rápido, não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. E Gustavinho, porque estava embaixo [da ponte] e a Evelyne [apontada pela polícia como CEO do grupo Entre Cordas] pediu para ele subir por rádio”.

No dia da morte, foram presos os instrutores que arremessaram a vítima. Dias depois, em 20 de junho, outros integrantes da organização do evento também foram detidos. João Antônio, que estava preso preventivamente, afirma na carta que era o responsável por retirar as cordas e equipamentos após os saltos. Ele diz que estava atendendo um esportista quando ouviu o barulho da queda de Maria Eduarda.

O suspeito clama para que a polícia localize a GoPro e pede que outras pessoas presentes divulguem imagens posteriores à queda para “esclarecer os fatos”. Ele encerra a carta prestando sentimentos à família da vítima e se descrevendo como “apenas um trabalhador comum, apenas um pai pedindo a ajuda de vocês”.

A reportagem procurou a defesa dos citados por João Antônio e aguarda posicionamento. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/rope-jump-carta-preso-acusa-sumir-gopro

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