Três mulheres, com idades entre 21 e 37 anos, foram presas em flagrante na última terça-feira (3) pela Polícia Civil de São Paulo, sob suspeita de integrar um esquema de tráfico de drogas voltado ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Mongaguá, no litoral sul paulista. A ação ocorreu após três semanas de investigação que monitorava uma residência no bairro Balneário Regina Maria.
De acordo com a corporação, o imóvel, localizado na Rua Pedro Batista, a cerca de 3,2 quilômetros da unidade prisional, era utilizado como base para o preparo e a embalagem dos entorpecentes. A polícia apurou que a casa funcionava como uma linha de produção exclusiva para abastecer o tráfico dentro do presídio.
Os agentes identificaram movimentação atípica no local e abordaram uma das suspeitas quando ela deixava a residência carregando uma sacola com drogas já preparadas para envio. Em seguida, os investigadores entraram no imóvel e encontraram outras duas mulheres na cozinha, fracionando e embalando entorpecentes.
No total, foram apreendidos 3 quilos de maconha, divididos em 246 porções prontas para remessa, além de aproximadamente 208 gramas de cocaína. A polícia também recolheu uma balança de precisão, plástico filme, fitas adesivas, bexigas, embalagens usadas para ocultar a droga, três aparelhos celulares e peças de vestuário relacionadas ao sistema prisional.
As três mulheres foram autuadas por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Segundo a investigação, o material apreendido confirma a existência de um núcleo dedicado a introduzir drogas no ambiente carcerário.
O CPP de Mongaguá é destinado a detentos que progrediram para o regime semiaberto e têm direito a trabalho externo ou saídas temporárias, retornando à unidade para pernoitar. A proximidade da casa com o presídio, segundo a polícia, facilitava a logística do grupo.
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da quadrilha, incluindo possíveis fornecedores da droga e pessoas responsáveis por entrar com o material no sistema prisional. A Polícia Civil não divulgou os nomes das suspeitas.
Procurada, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que aguarda notificação sobre o caso e que colaborará com as apurações. Até a publicação desta reportagem, não havia posicionamento sobre a existência de investigação interna na unidade.
O caso foi registrado na Delegacia de Mongaguá e as presas permanecem à disposição da Justiça. A reportagem tentou contato com a defesa das suspeitas, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/disk-cadeia-tres-sao-presas-por-esquema-de-trafico-em-unidade-prisional

