Um homem de 51 anos, que ocupa uma cadeira no Conselho Municipal de Saúde de Poá, na região metropolitana de São Paulo, passou a ser investigado após ser acusado de cometer um crime grave contra uma menina de 12 anos. O caso aconteceu em uma praça do bairro Jardim Tamandaré, na terça-feira, 18 de agosto, e foi registrado como agressão sexual de vulnerável.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima brincava no local entre 13h e 14h quando o suspeito, identificado como Adriano Ferreira do Nascimento, se aproximou e tocou a perna da garota, chegando a encostar em suas partes íntimas. A menina tentou se afastar, mas o homem teria feito comentários sobre sua aparência e pedido que ela virasse de costas.
O suspeito ainda teria solicitado que a menina levasse um amigo, descrito como "um menino loirinho", para encontrá-lo no dia seguinte. A mãe da vítima e a mãe do garoto, ao saberem do ocorrido, decidiram levar as crianças ao local de propósito, mantendo-se à distância para observar as atitudes de Adriano.
Segundo o depoimento, ao ver as crianças, Adriano teria dito: «Ah, você trouxe o loirinho. Espera aí que eu vou guardar o carro e já volto para balançar vocês», e em seguida entrou em sua residência. As mães e outros moradores do bairro foram até a casa do suspeito, que, conforme relato da mãe da garota, teria ameaçado atirar contra o grupo. "Se vocês não saírem do meu portão, eu vou meter bala em vocês", teria dito.
O caso foi registrado como agressão sexual de vulnerável, crime previsto no Código Penal para situações envolvendo menores de 14 anos. A investigação está em andamento, e a polícia deverá ouvir as partes envolvidas e reunir novas evidências.
Procurada, a Prefeitura de Poá informou que o Conselho Municipal de Saúde é um órgão independente da administração municipal, e que a gestão pública é responsável apenas pela publicidade do conselho. A prefeitura ressaltou que decisões relacionadas ao caso cabem exclusivamente ao conselho.
A reportagem tentou localizar a defesa de Adriano, mas não obteve retorno até o momento. Também foram feitos contatos com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e com o Conselho Municipal de Saúde, que ainda não se manifestaram. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
A comunidade local segue abalada com a situação, e moradores esperam que as autoridades apurem os fatos com rigor. A vítima e sua família recebem acompanhamento, e a recomendação é que qualquer informação sobre o caso seja repassada às autoridades competentes.
Casos como esse reforçam a importância de denunciar suspeitas de violência contra crianças e adolescentes. O Disque 100 é um canal gratuito e anônimo que funciona 24 horas para receber denúncias de violações de direitos humanos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/conselheiro-da-saude-de-poa-e-acusado-de-estupro-de-menina-de-12-anos

