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Ribeirão Preto

Justiça de SP mantém padre investigado por violência sexual em liberdade

Decisão judicial negou pedido de prisão preventiva contra padre Mário Reis da Silveira, investigado por agressão sexual de vulnerável e importunação sexual em Ribeirão Preto.

Padre acusado de abuso sexual contra coroinhasFoto: Reprodução/Instagram
Raphael Nogueira Felix
18 de agosto de 202621:02
Atualizado agora há pouco às 00:02

A Justiça de São Paulo decidiu não acatar o pedido de prisão preventiva contra o padre Mário Reis da Silveira, investigado por agressão sexual de vulnerável e importunação sexual. O caso envolve coroinhas da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto, no interior do estado.

A solicitação havia sido feita pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito na semana passada. Com a negativa, os autos retornam à delegacia de origem para que diligências pendentes sejam cumpridas. O processo tramita sob sigilo.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) já havia se posicionado contra a prisão. Segundo o promotor José Carlos Gallucci Thomé, as medidas restritivas impostas ao sacerdote são suficientes para garantir a integridade física e psicológica das vítimas.

O padre está afastado das atividades pastorais desde março deste ano. Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Mário Reis da Silveira afirmou que ele é inocente e que confia na condução das investigações pelas instituições competentes.

O advogado do sacerdote reforçou que o procedimento permanece sob segredo de Justiça. "A defesa segue sem se manifestar sobre fatos específicos, reiterando que todos os pontos serão oportunamente esclarecidos nos autos", declarou.

A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para eventual manifestação.

A decisão judicial ocorre em meio a um contexto de atenção redobrada a casos de violência sexual envolvendo membros da Igreja Católica. O MPSP entende que as medidas cautelares já aplicadas são suficientes para a proteção das vítimas. A defesa do padre reafirma a inocência do religioso e confia no esclarecimento dos fatos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-nega-prisao-preventiva-de-padre-investigado-por-abuso-sexual

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