A Justiça de São Paulo decidiu não acatar o pedido de prisão preventiva contra o padre Mário Reis da Silveira, investigado por agressão sexual de vulnerável e importunação sexual. O caso envolve coroinhas da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto, no interior do estado.
A solicitação havia sido feita pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito na semana passada. Com a negativa, os autos retornam à delegacia de origem para que diligências pendentes sejam cumpridas. O processo tramita sob sigilo.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) já havia se posicionado contra a prisão. Segundo o promotor José Carlos Gallucci Thomé, as medidas restritivas impostas ao sacerdote são suficientes para garantir a integridade física e psicológica das vítimas.
O padre está afastado das atividades pastorais desde março deste ano. Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Mário Reis da Silveira afirmou que ele é inocente e que confia na condução das investigações pelas instituições competentes.
O advogado do sacerdote reforçou que o procedimento permanece sob segredo de Justiça. "A defesa segue sem se manifestar sobre fatos específicos, reiterando que todos os pontos serão oportunamente esclarecidos nos autos", declarou.
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para comentar o assunto, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para eventual manifestação.
A decisão judicial ocorre em meio a um contexto de atenção redobrada a casos de violência sexual envolvendo membros da Igreja Católica. O MPSP entende que as medidas cautelares já aplicadas são suficientes para a proteção das vítimas. A defesa do padre reafirma a inocência do religioso e confia no esclarecimento dos fatos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-nega-prisao-preventiva-de-padre-investigado-por-abuso-sexual

