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Jaguariúna

Zema intensifica cobrança por CPI do Master e critica Alcolumbre por suposta omissão

Candidato à presidência pelo Novo acusa presidente do Senado de travar investigação sobre o Banco Master e afirma que requerimento já tem assinaturas suficientes.

romeu zemaFoto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Raphael Nogueira Felix
24 de setembro de 202617:55
Atualizado agora há pouco às 20:55

O candidato à presidência da República Romeu Zema (Novo) voltou a pressionar publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o Banco Master. Durante agenda em Jaguariúna, no interior de São Paulo, nesta quinta-feira (24/9), Zema afirmou que Alcolumbre estaria impedindo o avanço das apurações por ter suposto envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

«Precisamos de um novo presidente no Senado. Precisamos colocar para fora esse presidente do Senado que está envolvido até o pescoço com um banqueiro bandido, o Vorcaro, e que não deixa nada ser investigado, apurado, avançar», declarou o presidenciável. Ele acrescentou que, caso o senador não atenda à cobrança por bem, a pressão popular e o processo eleitoral podem forçá-lo a agir de outra forma.

A abertura de uma CPI no Senado exige o apoio mínimo de 27 senadores. Na Câmara dos Deputados, são necessárias 171 assinaturas. Já uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CMPI), formada por integrantes das duas Casas, requer 27 senadores e 171 deputados simultaneamente. Atualmente, o Congresso Nacional acumula pelo menos sete pedidos de investigação, sendo um deles apresentado pelo próprio Partido Novo.

De acordo com Zema, o requerimento da legenda já alcançou o número necessário de signatários para a instalação da CPI no Senado, somando 53 nomes. A cobrança ocorre em meio à disputa eleitoral e à pressão de setores da sociedade por respostas sobre as operações do banco.

Em março, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Zema, protocolou uma ação no Conselho de Ética do Senado contra Alcolumbre. Segundo Girão, pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, e de criação de CPIs e CMPIs, como a do Banco Master, seguiam sem análise, mesmo com o número necessário de assinaturas para instalação.

Zema afirmou que, se dependesse do Novo, o presidente do Senado já estaria afastado há mais tempo. «Nós entramos no Conselho de Ética contra ele, pedindo o seu imediato afastamento por abuso de autoridade e também por omissão institucional, porque ele não abre a CPI do Master», disse o candidato.

A proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações sobre repasses feitos ao presidente do Senado. Segundo reportagem publicada pela revista Veja em 11 de junho, Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador, o equivalente a R$ 155 milhões na cotação atual. Alcolumbre nega ter recebido valores, classifica as informações como falsas e afirma que adotará medidas judiciais contra as acusações.

O caso segue em apuração e envolve desdobramentos na esfera política e judicial. A possível instalação da CPI depende do avanço das articulações no Congresso e da decisão do presidente do Senado, que até o momento não sinalizou intenção de pautar o requerimento.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zema-alcolumbre-cpi-do-master

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