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Campinas

Nova fase da Operação Infiltrados prende suspeito de elo com plano do PCC em Campinas

Homem de 51 anos foi detido em Campinas na segunda fase da Operação Infiltrados, que apura suposto plano do PCC para matar um promotor do Gaeco; investigação aponta movimentação financeira de quase meio milhão de reais.

PCC: homem envolvido em trama para matar promotor é preso em CampinasFoto: Polícia Militar/Reprodução.
Raphael Nogueira Felix
25 de setembro de 202608:45
Atualizado agora há pouco às 11:45

A segunda fase da Operação Infiltrados, deflagrada nesta sexta-feira (25/9) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo 1º Batalhão de Ações Especiais (Baep), resultou na prisão de um homem de 51 anos em Campinas, no interior paulista. Ele é suspeito de participar da suposta trama do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar um promotor de Justiça que atua no Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

De acordo com a investigação, o envolvimento do suspeito foi identificado a partir de material apreendido na primeira fase da operação, realizada em 9 de junho deste ano em cidades do interior e na capital paulista. Na ocasião, foram presos policiais, um ex-estagiário do MPSP e outras pessoas apontadas como integrantes do esquema. O promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco, era o alvo do plano.

O homem detido nesta sexta-feira seria ligado diretamente ao chefe dos investigadores Maurício Aparecido de Oliveira, preso na primeira fase da operação por suposto vínculo com a facção. Segundo o MPSP, o novo alvo atuava como uma espécie de operador financeiro do grupo, movimentando valores expressivos em nome do chefe dos investigadores.

Durante o cumprimento do mandado de prisão e de busca e apreensão em Campinas, os agentes recolheram dois celulares e um caderno com anotações fiscais que podem ter relação com o esquema investigado. A investigação aponta que o suspeito também teria sido responsável por entregar um celular clandestino com chip habilitado, usado para ocultar as tratativas ilícitas dos denunciados.

Documentos apreendidos na primeira fase da operação indicam depósitos em nome do homem preso nesta sexta-feira que somam quase meio milhão de reais entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Os valores das transações variavam de R$ 10 mil a R$ 51,7 mil, montantes que, segundo os promotores, não seriam compatíveis com os rendimentos dos investigados e seus cargos públicos.

A Operação Infiltrados investiga a tentativa de integrantes do PCC, policiais e um ex-estagiário do MPSP de matar o promotor do Gaeco. A primeira fase da operação foi deflagrada em junho, quando foram cumpridos mandados em cidades do interior de São Paulo e na capital. As apurações seguem sob sigilo.

O MPSP informou que todos os fatos continuam sob apuração no Gaeco, com o objetivo de identificar outros eventuais integrantes da associação criminosa. Novos denunciados poderão ser levados à Justiça à medida que as investigações avançarem.

«Todos os fatos continuam sob apuração no Gaeco, a fim de identificar outros eventuais integrantes da associação criminosa, que também serão denunciados à Justiça», afirmou o Ministério Público de São Paulo em nota.

A identidade do homem preso não foi divulgada pelas autoridades. Ele permanece à disposição da Justiça, e a defesa não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/trama-promotor-funcionario-policial

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