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Campinas

Alckmin defende fim de sigilo para candidatos e cobra transparência de Flávio Bolsonaro

Vice-presidente afirma que quem disputa a Presidência deve abrir dados bancários, fiscais e telefônicos; declaração foi feita durante agenda de campanha em Campinas.

Alckmin sobre quebra de sigilo bancário de Flávio: “Vida pública é pública”Foto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
21 de outubro de 202611:50
Atualizado agora há pouco às 14:50

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) voltou a defender, nesta quarta-feira (21), que candidatos à Presidência da República não tenham sigilo bancário, fiscal ou telefônico. Durante agenda de campanha em Campinas, no interior paulista, ele afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) deveria autorizar a divulgação pública de seus dados e dos familiares.

«Vida pública é pública. Quem não quiser ter vida pública vai para o setor privado, mas não dá para ser candidato a presidente da República e não querer prestar contas», declarou Alckmin, ao comentar a recusa do adversário em abrir as informações.

O vice-presidente classificou como desculpa a justificativa apresentada por Flávio para não divulgar os registros. Segundo Alckmin, a prestação de contas deve ser permanente para quem ocupa cargos eletivos.

Na fala, Alckmin mencionou o pedido de recursos feito por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também citou ligações do candidato do PL com Willer Tomaz, advogado investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito de um esquema de fraudes em benefícios do INSS.

«Ele não presta conta dos R$ 134 milhões do Banco Master, agora tem outra denúncia de R$ 14 milhões recebidos em conta, depois tem outra conta com o que está preso, esse advogado do INSS. Depois não presta contas da rachadinha, não presta contas de funcionário fantasma, não presta contas do Vorcaro. Não é possível, é desculpa», afirmou o vice-presidente.

A declaração ocorre um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolar petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça, do STF.

Alckmin cumpre agenda de campanha pela reeleição de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Em Campinas, ele esteve ao lado do ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

A defesa de Alckmin é de que a transparência total dos dados seja uma exigência para todos os postulantes ao cargo máximo do Executivo, como forma de garantir o controle social sobre os representantes eleitos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/alckmin-sobre-quebra-de-sigilo-bancario-de-flavio-vida-publica-e-publica

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