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Polícia de SP apura latrocínio de engenheiro agredido durante evento em Santos

Marcelo de Oliveira Rocha foi espancado por um grupo que transmitiu a ação ao vivo e teve celular e pertences levados; ele morreu após dois dias internado.

Colagem colorida do engenheiro ambiental Marcelo Oliveira (foto à esquerda) que foi cercado, agredido e roubado por grupo de ladrões, em Santos, litoral paulistaFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
27 de outubro de 202616:15
Atualizado agora há pouco às 19:15

A Polícia Civil de São Paulo investiga como latrocínio a morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, agredido por um grupo durante um ato político na cidade de Santos, no litoral paulista. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que aponta o roubo de celular e outros pertences da vítima como parte da ocorrência.

O caso aconteceu na última sexta-feira (23), quando Marcelo acompanhava a apresentação da banda Esquerdantina. Em determinado momento, ele foi cercado e atacado por suspeitos que filmaram a ação e a transmitiram ao vivo em uma rede social. As imagens mostram o grupo anunciando o roubo do aparelho.

A vítima tentou escapar, mas foi alcançada e caiu inconsciente. Na transmissão, é possível ouvir uma pessoa do grupo dizendo que Marcelo havia desmaiado. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Santa Casa, onde permaneceu em coma induzido até morrer na segunda-feira (26).

Além da investigação por latrocínio, as autoridades apuram a suspeita de que as agressões tenham sido motivadas por homofobia. A banda Esquerdantina divulgou nota em que manifesta solidariedade à vítima e aos familiares, repudia a discriminação e cobra rápida apuração do caso.

«A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim», afirmou o músico Luiz Santana ao Metrópoles.

O 4º Distrito Policial de Santos trabalha com imagens de câmeras de monitoramento e de redes sociais para identificar e localizar os agressores. Testemunhas também estão sendo ouvidas para individualizar a conduta de cada suspeito.

O Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD), órgão de inteligência da SSP, auxilia nas diligências, em coordenação com empresas de tecnologia, telefonia e redes sociais. O objetivo é identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime.

A SSP não informou quantos suspeitos já foram identificados nem se há mandados de prisão expedidos até o momento. A investigação segue em sigilo, segundo a pasta.

A morte de Marcelo gerou comoção entre participantes do evento e integrantes da banda, que pedem punição aos responsáveis. O caso também reacendeu o debate sobre a segurança em manifestações políticas e a necessidade de apuração de crimes motivados por intolerância.

A reportagem procurou a defesa dos investigados e o Hospital Santa Casa para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-investiga-como-latrocinio-morte-de-homem-agredido-em-ato-pro-lula

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