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São Paulo

Justiça mantém liberdade provisória de empresário acusado de agressão e nega recurso do Ministério Público

Decisão do desembargador Heitor Donizete de Oliveira rejeita pedido do MPSP para retorno de Ivo Kos à prisão; medidas protetivas seguem em vigor.

Agressão a esposa: segurança que ajudou Ivo Kos não é investigadoFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
27 de outubro de 202616:31
Atualizado agora há pouco às 19:31

A Justiça de São Paulo negou o pedido do Ministério Público para que o empresário Ivo Kos, de 48 anos, voltasse à prisão. Ele é acusado de agredir e ameaçar a ex-esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão, de 27 anos. A decisão foi proferida na última sexta-feira (23) pelo desembargador Heitor Donizete de Oliveira, que manteve a liberdade provisória do acusado.

O relator entendeu que não estavam presentes os requisitos para conceder efeito suspensivo ao recurso do Ministério Público de São Paulo (MPSP). A liberdade provisória fica condicionada ao cumprimento integral das medidas cautelares e protetivas em vigor, conforme destacou o magistrado.

Ivo Kos havia sido preso em flagrante em 14 de agosto, após as agressões ocorridas dentro de um carro e, segundo o relato da vítima, também na residência do casal. Ele permaneceu detido preventivamente na Penitenciária de Potim, no interior paulista, até o dia 22 de outubro, quando teve o alvará de soltura expedido pela Justiça.

A soltura foi concedida após Giullia Falcão declarar que não se sentia mais ameaçada pelo ex-marido, desde que as medidas protetivas fossem integralmente preservadas. O processo de divórcio do casal foi concluído no dia 15 deste mês.

O Ministério Público, por meio dos promotores Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso, argumentou que a saída da prisão representaria perigo concreto de nova violência contra a cirurgiã-dentista, classificada como «irreparável». A Promotoria também ampliou a denúncia para incluir a acusação de tortura contra o empresário.

Após deixar o presídio, Ivo Kos publicou uma foto ao lado do filho nas redes sociais e comemorou a liberdade. «Estou de volta ao lado do maior amor da minha vida», escreveu ele, que afirmou ter tido a vida «sequestrada injustamente».

A defesa do empresário rebateu o recurso do MPSP, classificando-o como desprovido de razão. Os advogados sustentam que as medidas protetivas estão sendo cumpridas e que não há justificativa para a prisão preventiva.

O caso segue em tramitação na Justiça, com a denúncia ampliada e as medidas protetivas em vigor. A reportagem procurou a defesa de Ivo Kos e o Ministério Público para novos esclarecimentos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-nega-pedido-para-que-empresario-ivo-kos-volte-a-prisao

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