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São Paulo

Governo de SP completa um ano de reassentamento na Favela do Moinho, último núcleo informal do centro

Projeto do Governo de São Paulo realiza reassentamento de cerca de 850 famílias da Favela do Moinho, marcando um novo capítulo para a comunidade que enfrentava condições precárias e violência.

Governo de SP completa um ano do reassentamento de cerca de 850 famílias da Favela do Moinho, encerrando o último núcleo informal no centro da capital. Fonte: Agência SP

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Redação
23 de abril de 202613:08
Atualizado há 4 horas às 13:08

Em abril do ano passado, o Governo de São Paulo iniciou um dos maiores programas sociais recentes da capital paulista: o reassentamento das famílias que viviam na Favela do Moinho, localizada no centro da cidade, entre os bairros do Bom Retiro e Campos Elíseos. Cerca de 850 famílias, que por décadas viveram em condições precárias e sob riscos constantes, agora têm acesso a moradias dignas.

Originalmente, o local abrigava o Moinho Central, um importante equipamento industrial inaugurado em 1949, que chegou a processar 450 toneladas de farinha diariamente e funcionava também como um polo de distribuição ferroviária. Com a desativação da fábrica nos anos 1980, a área permaneceu fechada por anos até que, na década de 1990, iniciou-se a ocupação por famílias em busca de moradia.

Ao longo dos anos, o local transformou-se na Favela do Moinho, que chegou a concentrar mais de mil famílias vivendo entre duas linhas férreas, em ambiente sem saneamento básico e exposto a riscos como epidemias, presença de animais peçonhentos e o avanço de organizações criminosas que utilizavam a região para o tráfico de drogas. A situação se agravou com incêndios em 2011 e 2012, que causaram dezenas de vítimas e evidenciaram a necessidade de uma solução definitiva para a comunidade.

Em 2023, o Governo de São Paulo solicitou ao Governo Federal a cessão da área, possibilitando o início do processo de reassentamento e a criação futura de um parque público no local. Técnicos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) realizaram visitas para o reconhecimento territorial e iniciaram o diálogo com os moradores, culminando no cadastramento das famílias entre outubro e novembro de 2024.

O reassentamento voluntário começou em 22 de abril de 2025, com apoio social e técnico da CDHU. Comerciantes da região receberam indenizações pela Prefeitura, garantindo uma transição justa para todos os envolvidos. Em menos de duas semanas, mais de 100 famílias já haviam sido transferidas para unidades habitacionais fornecidas pelo governo estadual.

Além da moradia, o governo firmou parceria com o Sebrae-SP para capacitar moradores e comerciantes locais, oferecendo mais de 4 mil cursos voltados à gestão e empreendedorismo, promovendo a geração de renda e autonomia.

Para combater a criminalidade que dominava a favela, em setembro de 2025 houve uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Militar, resultando na prisão de dez pessoas, entre elas Alessandra Moja, ligada à liderança do PCC na região.

Com um ano de programa, o reassentamento da Favela do Moinho representa um avanço significativo na melhoria da qualidade de vida das famílias e na requalificação urbana do centro de São Paulo.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/do-moinho-central-na-decada-de-1940-as-ocupacoes-incendios-e-o-recomeco-com-dignidade-conheca-a-trajetoria-da-ultima-favela-do-centro-de-sp/

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