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São Paulo

USP cria método patenteado que identifica vulnerabilidades urbanas para aprimorar políticas públicas em São Paulo

Desenvolvida na USP, metodologia integra dados territoriais para mapear áreas com riscos em energia, saúde e infraestrutura, auxiliando no planejamento urbano.

USP desenvolve método que identifica vulnerabilidades urbanas em São Paulo, integrando dados para melhorar políticas públicas em energia, saúde e infraestrutura. Fonte: Agência SP

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Redação
17 de maio de 202610:41
Atualizado há 55 minutos às 10:41

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma metodologia inovadora para mapear vulnerabilidades urbanas com base em dados territoriais, que foi recentemente patenteada no Brasil. O sistema tem potencial para apoiar a formulação e a implementação de políticas públicas mais eficazes nas áreas de energia, mobilidade, saúde e infraestrutura.

Coordenada pelo geógrafo Luís Antonio Bittar Venturi, a pesquisa foi realizada no Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI), localizado na Escola Politécnica da USP, com apoio da FAPESP, Shell e outras instituições. O método permite identificar espacialmente áreas urbanas suscetíveis a falhas ou deficiências em serviços essenciais, por meio do cruzamento de múltiplos indicadores.

Um dos principais resultados da pesquisa foi a criação de um mapa inédito que classifica a vulnerabilidade energética de bairros na cidade de São Paulo. O estudo considerou parâmetros como densidade de árvores, proximidade de hospitais, características da rede elétrica, presença de subestações e disponibilidade de fontes alternativas de energia, como o gás natural.

Surpreendentemente, o levantamento mostrou que bairros de alto padrão econômico também apresentam níveis elevados de vulnerabilidade energética, evidenciando que fatores territoriais e estruturais têm maior peso que a renda na determinação desses riscos.

A metodologia possibilita ainda cruzar diferentes tipos de vulnerabilidades, como social e energética, para compreender relações e padrões no território. Além disso, permite simular cenários de intervenção, como a ampliação do uso de gás residencial, que segundo a pesquisa poderia reduzir em média 11% a vulnerabilidade energética na capital paulista.

O processo desenvolvido integra três dimensões — teoria, método e técnica — aplicadas em sequência para produzir mapas temáticos que classificam níveis de vulnerabilidade. Para isso, os indicadores são organizados em uma matriz de ponderação (Analytical Hierarchy Process - AHP) e processados em ambiente de geoprocessamento, resultando em análises espaciais detalhadas.

Venturi destaca que o diferencial do trabalho é o procedimento sistematizado, que pode ser aplicado a diversos fenômenos urbanos desde que haja dados georreferenciados e indicadores adequados. Exemplos de aplicações futuras incluem análise de segurança hídrica, mobilidade urbana, criminalidade e padrões epidemiológicos.

O método requer atuação interdisciplinar envolvendo especialistas em diferentes áreas, garantindo a integração de conhecimentos teóricos e técnicos essenciais para a confiabilidade dos resultados.

Atualmente, a metodologia já desperta interesse para ser utilizada em projetos de maior escala, como o diagnóstico da infraestrutura energética do Estado de São Paulo, com o objetivo de mapear vulnerabilidades regionais e apoiar decisões estratégicas de planejamento.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/usp-desenvolve-metodologia-para-mapear-vulnerabilidades-urbanas-e-apoiar-politicas-publicas/

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