A primeira fase da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Perus, na zona noroeste da capital paulista, entrou em operação nesta semana. A unidade tem capacidade inicial para processar 15 milhões de litros de esgoto por dia, volume equivalente a 24 piscinas olímpicas que deixam de ser despejadas nos rios da região.
Com investimento total de R$ 651 milhões, a obra é considerada um marco para o saneamento básico local. A segunda fase está prevista para outubro deste ano, quando a estação atingirá sua capacidade máxima de 60 milhões de litros diários. A expectativa é que cerca de 400 mil pessoas sejam diretamente beneficiadas.
O projeto inclui 33 quilômetros de tubulações, entre redes coletoras e coletores-tronco, que encaminham o esgoto de bairros como Jardim Ipanema, Jardim Alvina, Jardim Marilu e Jardim Pirituba, nos distritos de Perus e Jaraguá.
A ETE Perus integra o programa de recuperação do Rio Tietê e de seus afluentes. A iniciativa faz parte de um conjunto de 42 frentes de obras na capital e na Grande São Paulo, com aportes de R$ 17,2 bilhões. A meta é beneficiar 5 milhões de pessoas até o fim de 2027.
O esgoto tratado na nova estação reduzirá a poluição em córregos como Ribeirão Perus, Ribeirão Eusébio, Córrego dos Abreus, Bom Sucesso, Itaim e Furnas. A melhoria na qualidade da água também impacta a bacia do Rio Juqueri, que abastece a represa Paiva Castro, parte do Sistema Cantareira.
A tecnologia empregada é de ultrafiltragem, que permite devolver os efluentes aos mananciais com redução superior a 90% nos níveis de poluição. O resíduo sólido gerado no processo será transformado em biometano, um biocombustível renovável usado na própria estação para secagem térmica do lodo, aumentando a eficiência operacional.
A obra foi viabilizada após a desestatização da Sabesp, que, segundo o governo estadual, acelerou investimentos em saneamento. A secretária de Meio Ambiente, Logística e Infraestrutura, Natália Resende, destacou que a iniciativa reforça o compromisso com a recuperação dos rios e a universalização do serviço.
Moradores da região, que antes não contavam com coleta e tratamento de esgoto, agora passam a ter acesso ao serviço básico. A expectativa é de melhora na qualidade de vida e na saúde pública local.
O governo paulista informa que novas etapas do programa de saneamento continuam em andamento em outras regiões do estado, com foco na ampliação da cobertura e na redução da poluição hídrica.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/nova-estacao-de-perus-garante-24-piscinas-olimpicas-de-esgoto-a-menos-todos-os-dias-nos-rios/



