O estado de São Paulo registrou a criação de 202.374 postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e abril de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pela Fundação Seade. O número representa uma média de quase 2 mil novas vagas por dia.
Em abril, foram abertas 20.202 oportunidades formais. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 232.224 vagas, consolidando São Paulo como o estado que mais gera empregos no Brasil.
Do total de vagas criadas no país no primeiro quadrimestre, 29% estão em território paulista. Na região Sudeste, a participação sobe para 61%, reforçando a liderança econômica do estado.
O salário médio de admissão em São Paulo atingiu R$ 2.693,01 em abril, o maior entre todas as unidades da federação. O valor supera em 13% a média nacional, de R$ 2.386,56, e também é superior ao do Sudeste como um todo, que ficou em R$ 2.548,35.
O governo estadual atribui parte desse resultado ao salário mínimo paulista, fixado em R$ 1.874 para 2026, que acumula valorização de quase 50% na gestão atual.
O setor de serviços foi o principal responsável pelas contratações em abril, com saldo de 20.393 vagas. Dentro dele, destacaram-se transporte, armazenagem e correio (8.651 vagas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (7.157) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2.268).
A indústria geral gerou 2.530 vagas, puxada pela indústria da transformação (2.168). Construção civil respondeu por 2.033 postos, e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, por 1.011.
Os números reforçam a recuperação do mercado de trabalho formal paulista, que mantém trajetória de alta tanto no curto quanto no médio prazo.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/sp-cria-mais-de-200-mil-vagas-em-quatro-meses-mostra-caged/


