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São Paulo

Unesp investe R$ 27,4 milhões para ampliar centros de reabilitação de animais silvestres em dois campi

Convênio com a Secretaria do Meio Ambiente prevê reformas e contratações nos centros de Botucatu e Araçatuba, que passam a integrar a rede estadual de triagem e reabilitação.

A Unesp investirá R$ 27,4 milhões para ampliar centros de reabilitação de animais silvestres em Botucatu e Araçatuba. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
5 de junho de 202615:29
Atualizado agora há pouco às 18:29

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) dará início a um amplo projeto de modernização e expansão dos centros de atendimento à fauna silvestre localizados nos campi de Botucatu e Araçatuba. As obras, que já estão em andamento, preveem a adequação das instalações e a contratação de novos profissionais, com investimento total de R$ 27,4 milhões por parte do governo estadual.

O convênio firmado entre a Unesp e a Secretaria de Meio Ambiente, Logística e Infraestrutura (Semil) tem duração de 60 meses, podendo ser renovado. Os recursos serão aplicados em reformas, aquisição de equipamentos, medicamentos, alimentação e marcação dos animais, além da contratação de biólogos, veterinários, tratadores e auxiliares administrativos, conforme a demanda de cada unidade.

Com a parceria, os centros de Botucatu (Cempas) e Araçatuba (Ceretas) passam a integrar oficialmente a rede estadual de Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). Por estarem vinculados a cursos de Medicina Veterinária, receberão a denominação de Cetras-escola, funcionando como espaços de ensino, pesquisa e extensão.

Em Araçatuba, o Ceretas duplicará sua área dedicada aos animais silvestres, passando a contar com mais de dois mil metros quadrados. O local já abriga hospitais veterinários para animais domésticos e de grande porte, e agora terá estrutura específica e ampliada para a fauna silvestre. A estimativa é que o centro realize cerca de dois mil atendimentos por ano.

Já em Botucatu, o Cempas passará por reformas focadas no bem-estar animal, com adequação dos recintos e construção de uma cozinha para preparação de alimentos. Atualmente, o centro recebe aproximadamente dois mil animais anualmente, e a expectativa é de que, com as melhorias, esse número possa aumentar em 50%.

Além do aspecto assistencial, a iniciativa fortalece a formação de profissionais. Os estudantes de Medicina Veterinária poderão desenvolver atividades práticas nos centros, enquanto os programas de pós-graduação ganham novo impulso. Em Botucatu, por exemplo, há um programa de pós-graduação exclusivo voltado ao estudo de animais selvagens, único no Brasil.

A Semil destaca que a parceria representa um avanço qualitativo na política pública de proteção à fauna, ao aliar atendimento, pesquisa e capacitação. O convênio também prevê que a Unesp arque com despesas de consumo, segurança, manutenção predial e bolsas para residentes, enquanto o governo estadual custeia as obras e a operação.

As obras em ambos os campi têm previsão de conclusão até o final do ano. A expectativa é que, com a estrutura renovada, os centros possam receber um volume ainda maior de animais resgatados de situações de tráfico, maus-tratos ou acidentes, contribuindo para a conservação da biodiversidade paulista.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/unesp-atendimento-fauna-silvestre-paulista/

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