UrgenteSegundo caso suspeito de ebola em São Paulo é descartado após exames do Instituto Adolfo Lutz
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São Paulo

Segundo caso suspeito de ebola em São Paulo é descartado após exames do Instituto Adolfo Lutz

Paciente de 31 anos que esteve na República Democrática do Congo teve diagnóstico negativo para o vírus Ebola, confirmado por duas análises laboratoriais.

O Instituto Adolfo Lutz descartou o segundo caso suspeito de ebola em São Paulo, após exames confirmarem resultado negativo para o vírus. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
12 de junho de 202620:50
Atualizado agora há pouco às 23:50

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou, neste mês, o segundo caso suspeito de infecção pelo vírus Ebola registrado em 2026. A confirmação veio após análises de biologia molecular realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) em duas amostras coletadas em momentos distintos da paciente, uma brasileira de 31 anos que havia retornado recentemente da República Democrática do Congo.

A paciente foi internada em um hospital particular da capital paulista com sintomas como febre e diarreia, sendo posteriormente transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. De acordo com o boletim médico, ela permanece em observação, mas apresenta evolução clínica favorável e está sendo tratada para gastroenterocolite aguda, descartando-se a hipótese de ebola.

O protocolo adotado seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Como a primeira amostra foi colhida antes de 72 horas do início dos sintomas, uma nova coleta foi realizada após esse período. Ambas as amostras apresentaram resultado negativo para o vírus, cumprindo os critérios para descarte do caso.

Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, explicou que um único exame negativo feito nas primeiras 72 horas não é suficiente para excluir a infecção, sendo necessária uma segunda coleta. Com os dois resultados negativos, o caso foi oficialmente descartado.

Este é o segundo episódio suspeito de ebola em São Paulo em 2026. O primeiro, registrado em 1º de junho, envolveu um homem de 37 anos que também havia viajado à República Democrática do Congo e foi igualmente descartado após exames laboratoriais.

A coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula, destacou a importância da rápida identificação e investigação de casos suspeitos, mesmo com baixo risco de introdução da doença no país. Segundo ela, isso permite adotar medidas de assistência e biossegurança desde o primeiro atendimento e concluir o diagnóstico de forma segura.

O Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE-SP) iniciou as investigações após os pacientes preencherem os critérios clínicos e epidemiológicos, considerando o histórico de viagem a áreas com transmissão ativa. As notificações foram comunicadas ao Ministério da Saúde por meio da Central/Cievs-SP.

A doença pelo vírus Ebola tem início súbito, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, podem ocorrer manifestações hemorrágicas, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. A transmissão não ocorre por via respiratória, mas sim por contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas após o início dos sintomas.

Após a notificação do primeiro caso suspeito, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância. Nos dias 8 e 9 de junho, o CVE-SP promoveu um treinamento online para mais de 1,1 mil profissionais de saúde, abordando vigilância epidemiológica, fluxos de atendimento, biossegurança e resposta a casos suspeitos. O conteúdo está disponível no canal da Coordenadoria de Controle de Doenças no YouTube.

Em 3 de junho, a SES-SP também atualizou a Nota Informativa Conjunta sobre Ebola, com novas orientações para identificação, notificação, investigação e monitoramento de casos suspeitos e contatos, reforçando a preparação dos serviços de saúde.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/sao-paulo-descarta-segundo-caso-suspeito-de-ebola-apos-analise-de-amostras/

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