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São Paulo

CDHU lança novas regras urbanísticas que integram habitação a transporte e áreas verdes

Companhia paulista divulga diretrizes que priorizam terrenos próximos a transporte público, comércio e serviços, além de incluir soluções de drenagem sustentável e eficiência energética.

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) anunciou novas diretrizes que priorizam a localização de empreendimentos próximos a transporte público, comércio e serviços, além de incorporar soluções sustentáveis como drenagem e eficiência energética. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
17 de junho de 202614:10
Atualizado agora há pouco às 17:10

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) publicou, em junho, o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025, que traz novas diretrizes para projetos habitacionais no estado de São Paulo. As regras visam integrar moradia, mobilidade, infraestrutura urbana e sustentabilidade ambiental, marcando uma mudança na forma de planejar os empreendimentos.

As diretrizes estão organizadas em três eixos principais: recuperação urbana, meio ambiente e sustentabilidade, e mobilidade e segurança. A proposta busca articular ações ligadas ao planejamento urbano, transporte, saneamento, adaptação climática e inclusão social.

Entre as novidades, os projetos passarão a priorizar terrenos que tenham acesso a transporte público, comércio, equipamentos públicos e oportunidades de trabalho. O objetivo é reduzir deslocamentos e melhorar o cotidiano das famílias, aproximando moradia de serviços essenciais.

Antes da implantação de um empreendimento, os terrenos serão submetidos a análises de viabilidade que consideram a legislação urbanística e ambiental, além de condições físicas como presença de nascentes, cursos d'água, áreas alagadiças e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Também serão avaliados riscos de inundação, instabilidade de encostas e processos erosivos.

As novas regras também buscam evitar a segregação socioespacial, incentivando a diversidade arquitetônica e a convivência entre diferentes perfis de moradores. O planejamento adota o conceito de cidade compacta e de “cidade de 15 minutos”, que aproxima moradia, serviços, comércio, lazer e equipamentos públicos.

Os empreendimentos incluirão soluções voltadas à segurança urbana, eficiência energética e adaptação às mudanças climáticas. Medidas como drenagem sustentável, infraestrutura verde, reaproveitamento de recursos naturais e preservação de áreas permeáveis e arborizadas serão incorporadas.

Dois projetos já seguem essas diretrizes: o SP-Lajeado K12, em Guaianases, na zona leste da capital, que prevê 1.500 moradias no entorno da futura Estação Lajeado da Linha 11-Coral da CPTM, integradas a terminal de ônibus, comércio e serviços. Em Santos, o projeto Santos AE13, no bairro do Macuco, prevê a requalificação urbana e ambiental da região próxima ao futuro túnel Santos-Guarujá e à estação do VLT, com 1.769 unidades habitacionais.

O Conjunto Habitacional Santos AB, entregue em janeiro deste ano, também reflete essa tendência, com diversidade de volumetria e usos, áreas institucionais, comerciais e residenciais, além de ventilação cruzada. O projeto dialoga com o entorno e propõe uma nova centralidade urbana, conectando habitação a serviços como a Praça da Cidadania, que oferece cursos profissionalizantes e áreas de convivência.

O relatório completo está disponível no site da CDHU, com detalhes sobre as novas diretrizes e os projetos de referência.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/cdhu-nova-diretriz-projetos-habitacionais/

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