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São Paulo

Seis cidades paulistas lideram ranking nacional de saneamento com nota máxima

Estado de São Paulo concentra 86% dos municípios na categoria mais alta do ranking ABES de universalização do saneamento, com seis cidades atingindo pontuação máxima.

Seis cidades paulistas alcançam nota máxima em ranking nacional de saneamento da ABES. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
17 de junho de 202617:31
Atualizado agora há pouco às 20:31

Seis municípios paulistas são os únicos do Brasil a alcançar a pontuação máxima no Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, divulgado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. As cidades de Leme, Jales, Cardoso, Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí obtiveram 500 pontos, o teto da avaliação.

O levantamento considerou 2.558 municípios, abrangendo 80% da população nacional e todas as 27 capitais. Nenhuma outra cidade fora de São Paulo atingiu a nota máxima. As seis localidades registraram 100% de desempenho em cada um dos cinco indicadores que compõem a nota do estudo.

Cinco dessas cidades são atendidas pela Sabesp: Jales, Cardoso, Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí. A exceção é Leme, que possui serviço municipal de saneamento.

O estado de São Paulo também se destacou por concentrar 81 das 94 cidades brasileiras na categoria “Rumo à universalização”, a mais alta do ranking, destinada a municípios com pontuação acima de 489. Das 599 cidades paulistas avaliadas, mais da metade está nas duas faixas superiores e nenhuma figurou no nível mais baixo.

O ranking também cruzou os dados de saneamento com indicadores de saúde. Nas seis cidades com nota máxima, a taxa de internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado (DRSAI) foi baixa: três delas – Gastão Vidigal, Paranapuã e Santópolis do Aguapeí – não registraram nenhuma internação por essas causas em 2024. Em Jales, a taxa foi de 34 internações por 100 mil habitantes; em Leme, 33; e em Cardoso, 52.

Em contraste, municípios distantes da universalização apresentam médias muito superiores: cerca de 199 internações por 100 mil habitantes em cidades de pequeno e médio porte, e aproximadamente 66 nos grandes centros. O estudo aponta que a ampliação do acesso a água tratada, esgoto e coleta de resíduos reduz doenças e alivia a pressão sobre o sistema de saúde.

A avaliação foi baseada em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). Cada município recebeu nota de 0 a 500, soma de cinco indicadores de peso igual (100 pontos cada). Atingir 500 pontos significa desempenho ideal em todos os quesitos.

O governo estadual destaca que, após a desestatização da Sabesp concluída em 2024, a meta de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipada de 2033 para 2029. Estão previstos cerca de R$ 70 bilhões em investimentos até 2029, parte dos R$ 260 bilhões contratados para toda a concessão, que se estende até 2060.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/conheca-as-seis-cidades-de-sao-paulo-com-nota-maxima-em-saneamento-no-brasil/

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