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São Paulo

Operação contra lavagem de dinheiro do PCC prende vereador em São Paulo

Investigação começou após assassinato de ex-presidente da Transunião em 2020. Entre os presos está o vereador Senival Moura (PT).

Richard Lourenço/Câmara Municipal de SP

Raphael Nogueira Felix
25 de junho de 202607:28
Atualizado agora há pouco às 10:28

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram na manhã desta quinta-feira (25) uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação resultou na prisão de cinco pessoas, entre elas o vereador Senival Moura (PT), além de integrantes da facção e o atual presidente da empresa de ônibus Transunião.

As investigações tiveram início em 2020, após o assassinato de Adauto Soares Jorge, então presidente da Transunião. A partir daí, as autoridades passaram a apurar a atuação do PCC no sistema de transporte público da capital paulista.

Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados na capital, na região metropolitana e no município de Extrema, em Minas Gerais.

Segundo as investigações, a Transunião era utilizada para lavar dinheiro do tráfico de drogas e de outros crimes. Apenas em 2025, a empresa faturou mais de R$ 300 milhões com o sistema de transportes da cidade de São Paulo.

A Justiça determinou o sequestro e bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados, além de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações.

De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, havia um núcleo paralelo dentro da empresa que tomava decisões e transferia valores para criminosos ligados ao PCC. A mudança societária da Transunião também é suspeita: o capital social saltou de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões sem origem clara dos recursos.

Em 2024, o Gaeco já havia realizado a Operação Fim da Linha, que desarticulou organizações criminosas que lavavam dinheiro do PCC por meio das empresas UPBUS e Transwolff, responsáveis pelo transporte de quase 700 mil passageiros.

A operação desta quinta-feira representa mais um passo no combate à infiltração do crime organizado no sistema de transporte público de São Paulo.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/vereador-preso-morte-de-ex-diretor

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