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São Paulo

Restauração ambiental em SP já recuperou área de nascentes equivalente a 9,5 mil campos de futebol

Desde 2023, o governo paulista comprometeu mais de 41 mil hectares para restauração, com foco em mananciais e segurança hídrica.

Desde 2023, o governo de SP já destinou mais de 41 mil hectares para restauração ambiental, priorizando mananciais e segurança hídrica. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
25 de junho de 202616:40
Atualizado agora há pouco às 19:40

O governo do Estado de São Paulo anunciou que, desde 2023, já destinou mais de 41 mil hectares para ações de restauração ambiental, área equivalente a cerca de 55 mil campos de futebol. Desse total, aproximadamente 10 mil hectares — o equivalente a 9,5 mil campos — estão localizados em regiões de nascentes e margens de rios, com impacto direto na proteção dos recursos hídricos.

Os números fazem parte de um balanço divulgado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Segundo a pasta, cerca de 24% da restauração recente ocorre em áreas estratégicas para a segurança hídrica do estado, como mananciais que abastecem milhões de pessoas.

Entre as áreas protegidas desde 2023, destaca-se o Parque Estadual do Morro Grande, que abriga as nascentes do rio Cotia, responsável pelo abastecimento de aproximadamente 400 mil habitantes da Região Metropolitana de São Paulo. A unidade de conservação foi criada a partir da transformação de mais de 14 mil hectares em áreas protegidas.

O subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jônatas Trindade, destacou que a concentração de esforços em áreas de mananciais mostra um avanço não apenas em escala, mas também na qualidade das ações. Ele explicou que a vegetação recuperada retém água da chuva, favorece a infiltração no solo e contribui para a regularidade dos cursos d'água.

A distribuição das áreas restauradas segue as Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs), permitindo alinhar a política de restauração à gestão da água. A UGRHI do Pontal do Paranapanema, por exemplo, concentra 14% das áreas compromissadas desde 2023, evidenciando a prioridade dada a regiões com maior passivo ambiental.

Em Salesópolis, no entorno das nascentes do rio Tietê, as ações de restauração somam cerca de 60,9 hectares, com o plantio de mais de 74 mil mudas de espécies nativas. A região também concentra quatro projetos financiados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), que integram obras de recuperação ambiental e preservação de várzeas, com investimentos totais de aproximadamente R$ 45,9 milhões.

O governo também utiliza o Finaclima, mecanismo estadual para captação de recursos privados em projetos climáticos. Um dos destaques é a restauração de 110 hectares de Área de Preservação Permanente (APP) no Assentamento Governador André Franco Montoro, no Pontal do Paranapanema, com previsão de chegar a 700 hectares até o próximo ano. No Cantareira, o modelo prevê Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com incentivos que podem chegar a R$ 9 mil por hectare para proprietários rurais.

As ações fazem parte do Programa Rios Vivos e do Projeto Mananciais, que identificaram 43 mananciais prioritários para proteção e segurança hídrica. Também foram elaborados manuais técnicos para 43 bacias hidrográficas, com orientações sobre uso da água, conservação do solo e prevenção do assoreamento, além de diretrizes para investimentos em pagamento por serviços ambientais e geração de créditos de carbono.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/sp-ja-recuperou-areas-de-nascentes-e-rios-equivalentes-a-95-mil-campos-de-futebol-desde-2023/

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