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São Paulo

Vereador petista preso por suspeita de ligação com PCC pede desfiliação do partido

Senival Moura, vereador do PT em São Paulo preso sob suspeita de envolvimento com o PCC, solicitou afastamento da legenda para não vincular o caso ao partido.

Câmara Municipal de São Paulo/Reprodução

Raphael Nogueira Felix
27 de junho de 202620:08
Atualizado agora há pouco às 23:08

O vereador Senival Moura, do PT de São Paulo, preso na última quinta-feira (25) sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), pediu seu afastamento do partido neste sábado (27). A informação foi divulgada pelo diretório municipal do PT, que afirmou que a solicitação partiu do próprio parlamentar.

Segundo nota assinada pelo presidente do diretório municipal, Hélio Rodrigues, o pedido de afastamento foi feito para que Senival possa “se dedicar à sua defesa” e evitar “vincular os últimos acontecimentos” à legenda. O partido já havia anunciado, no dia da prisão, que o caso seria encaminhado ao Conselho de Ética, podendo resultar em medidas disciplinares como expulsão.

Na ocasião, o PT de São Paulo declarou que não compactua com práticas ilícitas e que todos os fatos devem ser apurados pelas autoridades. O afastamento, portanto, é visto como uma forma de preservar a imagem do partido diante das graves acusações.

Senival Moura foi alvo da operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação aponta um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião, que opera 50 linhas na zona leste da capital. O vereador seria um suposto sócio oculto da concessionária.

Conversas interceptadas pela polícia mencionam pagamentos ao parlamentar, referido como “extrema”, “veio” e “presidente”. O diretor do Deic, Ronaldo Sayeg, afirmou que Senival chegou a ser jurado de morte pelo PCC por desviar dinheiro da facção, mas foi perdoado após devolver os valores.

Já o diretor da Transunião, Adauto Soares Jorge, apontado como operador do vereador, foi morto a tiros em 2020. O MP acredita que o crime foi motivado por desvio de recursos que seriam repassados ao PCC, incluindo um suposto caixa dois para a campanha de reeleição de Senival em 2020. O caso segue sob investigação.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/vereador-preso-por-elo-com-pcc-pede-afastamento-do-pt-diz-partido

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