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Atlas da Violência aponta São Paulo com menor taxa de homicídios de mulheres do país

Dados do Atlas da Violência 2026 mostram que São Paulo registrou 1,5 homicídio de mulheres por 100 mil habitantes em 2024, a menor taxa entre os estados brasileiros.

Dados do Atlas da Violência 2026 apontam que São Paulo tem a menor taxa de homicídios de mulheres do país, com 1,5 por 100 mil habitantes em 2024. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
3 de julho de 202611:19
Atualizado agora há pouco às 15:09

O estado de São Paulo alcançou a menor taxa de homicídios de mulheres do Brasil em 2024, conforme o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O índice paulista foi de 1,5 assassinato por 100 mil mulheres, menos da metade da média nacional, que ficou em 3,4.

Na sequência, aparecem Santa Catarina, Distrito Federal e Sergipe, todos com 2,2 homicídios de mulheres a cada 100 mil habitantes. Em situação oposta, Roraima lidera com a maior taxa do país, 12,6, seguido por Ceará e Rondônia (5,7 cada), além de Bahia e Pernambuco (5,4).

A pesquisa também revela uma trajetória de queda significativa no estado: entre 2014 e 2024, a taxa paulista caiu de 2,7 para 1,5, uma redução de 44,4%. No mesmo período, a média nacional recuou de 4,7 para 3,4, o que representa uma diminuição de 27,7%.

Em números absolutos, o Brasil registrou 3.642 mulheres assassinadas em 2024, segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, base utilizada pelo Atlas. Os dados de saúde não permitem distinguir homicídios comuns de feminicídios, mas os pesquisadores utilizam o local da ocorrência — residências — como indicador indireto para avaliar a violência de gênero.

O governo paulista mantém uma série de ações voltadas à proteção feminina, coordenadas pela Secretaria de Políticas para a Mulher. Entre elas, está o aplicativo SP Mulher Segura, que oferece botão de pânico vinculado a tornozeleiras eletrônicas em agressores. Até maio de 2026, o app contava com 64 mil usuárias e mais de 16 mil acionamentos do dispositivo de emergência.

Em maio deste ano, foi lançado o programa SP por Todas Mais Seguras, com investimento de R$ 20,9 milhões. A iniciativa prevê a criação da Patrulha Mulher Segura, da Polícia Militar, com 100 viaturas dedicadas exclusivamente à proteção feminina até o fim de 2026, além da instalação de 40 Espaços Lilás para acolhimento de vítimas nas unidades da corporação.

Outro marco recente foi a nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli como comandante-geral da PM paulista, a primeira mulher a ocupar o cargo em quase 200 anos da instituição. Em seu discurso de posse, ela afirmou que o enfrentamento à violência doméstica será prioridade operacional.

O Atlas da Violência é uma publicação bienal que reúne dados oficiais de mortalidade e segurança pública. A edição de 2026 reforça a posição de São Paulo como o estado com o menor índice de homicídios femininos em toda a série histórica do levantamento.

Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/sp-tem-a-menor-taxa-de-homicidios-de-mulheres-do-brasil-aponta-atlas-da-violencia

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