A segurança do 1º Distrito Policial de São Caetano do Sul, no ABC paulista, foi reforçada neste domingo (5) após a polícia receber denúncias anônimas sobre uma possível tentativa de resgate de dois suspeitos presos por envolvimento no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
As informações foram confirmadas por fontes que acompanham o caso. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar foram questionadas, mas ainda não se manifestaram oficialmente.
Os detidos são Marcos Vinícius Dias Machado, de 40 anos, e Carlos Roberto Ferreira, 52. Eles estão presos temporariamente desde o dia 28 de junho, após serem apontados como participantes do ataque que feriu gravemente o oficial da PM. O tenente segue internado em estado grave.
O crime ocorreu em São Caetano do Sul. A dupla foi capturada pela PM na região de Guaianases, zona leste de São Paulo, no mesmo dia do atentado, e encaminhada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que conduz as investigações.
Durante a análise dos aparelhos celulares dos suspeitos, os investigadores encontraram o contato de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como o principal suspeito de efetuar os disparos contra o tenente. Golias está foragido desde a última sexta-feira (3), quando a Justiça decretou sua prisão temporária.
Câmeras de monitoramento flagraram Golias fugindo acompanhado da esposa e das duas filhas menores. Há suspeitas de que ele tente deixar o país. O último paradeiro conhecido do grupo é uma pousada em Peruíbe, no litoral sul paulista, ligada a Elenilson Misael da Silva, o Galego, que morreu em um suposto confronto com equipes da Rota na quinta-feira (2).
Elenilson, que não possuía antecedentes criminais em São Paulo, foi localizado dentro de uma caminhonete GM Montana prata. Segundo o boletim de ocorrência, uma denúncia anônima o relacionava ao atentado, e ele teria reagido à abordagem policial.
A investigação aponta que Hércules e Elenilson podem integrar o mesmo núcleo criminoso responsável pelo ataque, atuando na preparação, logística, fuga e apoio aos envolvidos. A decisão judicial que autorizou a prisão de Hércules também permitiu buscas em endereços ligados a ele e a quebra de sigilos telefônico e telemático, com o objetivo de reconstruir os passos do grupo antes e depois da tentativa de homicídio.
O tenente Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um crime que chocou o país em 2008, quando foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado e morta. Ele ingressou na Polícia Militar em 2009, um ano após o caso.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-da-rota-baleado-policia-recebe-alerta-de-tentativa-de-resgate-de-presos


