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São Paulo

Justiça converte prisão temporária em preventiva para suspeito de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

Victor Henrique de Oliveira Shimada, sancionado pelos EUA, teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal em São Paulo. Ele é investigado por suposta lavagem de dinheiro do PCC.

Victor Henrique de Oliveira Shimada, investigado por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, teve prisão preventiva decretada pela Justiça Federal em São PauloFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
8 de julho de 202608:44
Atualizado agora há pouco às 11:44

A Justiça Federal em São Paulo converteu para preventiva a prisão de Victor Henrique de Oliveira Shimada, investigado por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada após pedido da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Exchange, deflagrada na última sexta-feira (3/7).

Shimada, que já havia sido sancionado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, segue foragido. A conversão da prisão temporária em preventiva significa que, quando capturado, ele não terá prazo para ser solto, a menos que a medida seja revogada por outra decisão judicial.

De acordo com a investigação, Shimada atuava como elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, tendo lavado mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades criminosas nos Estados Unidos. O dinheiro era enviado ao Brasil por meio de criptomoedas.

Ele é sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobrança e Tecnologia, empresa que também foi alvo das sanções americanas e é investigada por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro do Corinthians. O clube, no entanto, não foi citado pelos EUA.

A defesa de Shimada informou que analisará a decisão de forma criteriosa e adotará as medidas jurídicas cabíveis, incluindo pedido de revogação da prisão preventiva. O advogado Yuri Cruz afirmou que a defesa reafirma o compromisso com o devido processo legal.

Outra investigada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, prima e secretária de Shimada, foi solta na terça-feira (7/7) após a Justiça rejeitar a conversão da prisão temporária em preventiva. A defesa dela disse que recebeu a decisão com respeito e confia na demonstração de inocência ao longo da investigação.

As sanções dos EUA, anunciadas em 1º de julho, atingiram Shimada, Stella e três empresas brasileiras, sendo a primeira medida desse tipo desde que o PCC foi classificado como grupo terrorista pelos americanos. A PF continua as investigações para localizar Shimada e aprofundar o esquema.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sancionado-eua-prisao-preventiva

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