UrgenteJustiça solta dois instrutores suspeitos de envolvimento em morte durante salto de rope jump no interior de SP
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São Paulo

Justiça solta dois instrutores suspeitos de envolvimento em morte durante salto de rope jump no interior de SP

João Antonio Pivetta e Gabriel Barros foram liberados após não serem indiciados pela Polícia Civil. Outros quatro envolvidos permanecem presos.

João Antonio Pivetta e Gabriel Barros foram soltos pela Justiça após não serem indiciados pela Polícia Civil. Outros quatro suspeitos seguem presosFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
8 de julho de 202620:19
Atualizado agora há pouco às 23:19

A Justiça de São Paulo determinou a soltura de dois instrutores que estavam presos desde o dia 20 de junho, suspeitos de participação na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump no interior do estado. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins deixaram a cadeia na tarde desta quarta-feira (8), após a revogação das prisões preventivas.

Maria Eduarda faleceu no dia 13 de junho ao cair de uma altura de aproximadamente 40 metros, sofrendo politraumatismo. O acidente ocorreu durante a prática de rope jump, uma modalidade de salto com corda, em uma ponte na região. A jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

De acordo com o relatório final da Polícia Civil, os dois instrutores não foram indiciados. João Antonio Pivetta, inicialmente apontado como responsável por retirar a câmera GoPro que a vítima portava, teve a suspeita afastada após depoimentos de testemunhas indicarem que o autor do sumiço do equipamento teria cabelos escuros, enquanto Pivetta tem fios tingidos de loiro. Além disso, o relatório aponta que sua função no momento do salto era retirar o mosquetão dos participantes na parte inferior da ponte, e ele estava atendendo outro participante quando ocorreu a queda, o que inviabilizou sua visualização direta do incidente.

Gabriel Barros Martins, preso por suspeita de fugir do local após a queda, também não foi indiciado. A polícia considerou que os elementos probatórios reunidos até o momento não permitem caracterizar participação relevante na morte. O relatório destaca que persistem dúvidas sobre sua vinculação ao sistema de debreagem relacionado ao salto, mas tais elementos ainda são insuficientes para o indiciamento.

Enquanto isso, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, na terça-feira (7), os quatro presos que seguem detidos: Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Eles poderão responder por homicídio com dolo eventual (quando assume o risco de matar), qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne também foi denunciada por omissão imprópria e fraude processual, por tentar eliminar provas.

Na denúncia, o MP sustenta que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a dupla checagem dos equipamentos. O grupo atuava sem definição clara de funções, explorava a atividade sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação nas redes sociais em detrimento da segurança.

O caso segue em investigação, e a Justiça ainda analisará a situação dos quatro denunciados, que permanecem presos. A defesa dos instrutores soltos não se manifestou até o momento.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/rope-jump-dois-instrutores-presos-por-morte-sao-soltos-pela-justica

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