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São Caetano do Sul

PM baleado em São Caetano apresenta melhora, mas segue na UTI e passará por procedimentos

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça, teve redução de edema cerebral e deve ser submetido a traqueostomia e gastrostomia.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça, segue na UTI com melhora do edema cerebral e passará por traqueostomia e gastrostomiaFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
9 de julho de 202610:50
Atualizado agora há pouco às 13:50

O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, vítima de um atentado a tiros no final de junho em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, apresentou evolução no quadro clínico, mas permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. De acordo com boletim médico divulgado nesta quinta-feira (9), ele deve passar por traqueostomia e gastrostomia, procedimentos comuns em pacientes com internação prolongada.

Os médicos iniciaram na última segunda-feira (6) a redução gradual da sedação. A tomografia de crânio mostrou melhora parcial do edema cerebral e diminuição dos coágulos residuais. O estado do policial é considerado grave, mas estável, sem febre e com boa resposta ao tratamento intensivo.

Ronickson, de 39 anos, é integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM paulista. Ele foi baleado na cabeça enquanto aguardava a abertura de um semáforo em São Caetano do Sul. O caso ganhou repercussão também por ser irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado.

As investigações sobre o atentado seguem em andamento. A Polícia Civil busca identificar todos os envolvidos e já registrou a morte de seis pessoas apontadas como suspeitas em diferentes ocorrências. Em quatro desses casos, policiais militares afirmaram ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam participado do ataque ao tenente, mas até o momento não há confirmação oficial dessa ligação.

As primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o crime. Na Estrada Aricanduva, zona leste de São Paulo, um homem denunciado por suposta participação no atentado morreu após, segundo os policiais, atirar contra a equipe durante abordagem. No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, após fazer menção de sacar uma arma, conforme registro policial.

Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas: em Guaianases, um homem morreu após reagir a uma abordagem, e em Peruíbe, no litoral sul, outro suspeito foi morto após perseguição que terminou em confronto, de acordo com a corporação. Os dois casos mais recentes ocorreram na zona sul da capital, no Jardim Miriam e no Jardim São Luís.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como principal suspeito de efetuar os disparos contra o tenente. A polícia acredita que ele ainda esteja no Brasil.

O atentado ocorreu em São Caetano do Sul, município da Região Metropolitana de São Paulo. A moto usada pela dupla responsável pelo ataque foi apreendida próximo à comunidade de Heliópolis, zona sul da capital. Até o momento, três pessoas foram presas em conexão com o caso.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tenente-da-rota-baleado-tem-melhora-clinica-mas-permanece-na-uti

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