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Limeira

Justiça torna réus quatro suspeitos pela morte de jovem em salto de rope jump no interior de SP

Maria Eduarda, de 21 anos, morreu após ser arremessada de uma ponte sem estar presa à corda. Denúncia aponta homicídio com dolo eventual.

A Justiça tornou réus quatro suspeitos pela morte de Maria Eduarda, 21 anos, em salto de rope jump no interior de SP. A jovem foi arremessada de uma ponte sem estar presa à corda. Denúncia aponta homicídio com dolo eventualFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
14 de julho de 202619:22
Atualizado agora há pouco às 22:22

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus os quatro presos envolvidos na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. O caso ocorreu em 13 de junho, durante uma atividade de rope jump na ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista. A vítima foi arremessada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança.

Os denunciados são Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, todos por homicídio com dolo eventual – quando o agente assume o risco de matar. A acusação ainda inclui as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como CEO da empresa responsável pela atividade, também foi denunciada pelo mesmo crime, mas com omissão imprópria e fraude processual, por tentar eliminar provas.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a dupla checagem dos equipamentos. A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem inscrição no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) e não possuía seguro de responsabilidade civil.

“A inobservância técnica somava-se à irregularidade formal da própria atividade. Os denunciados exploravam comercialmente o rope jump sem inscrição no Cadastur, sem contratação de seguro de responsabilidade civil e sem a elaboração de termos de conhecimento, de responsabilidade e de ciência de risco a serem firmados pelos participantes”, argumentaram os promotores na denúncia.

A defesa de Maicon Fernandes e Luis Felipe Egoroff afirmou que discorda dos termos da denúncia. O advogado Rafael Gomes dos Santos declarou que “a defesa discorda das qualificadoras constantes na denúncia. Diante disso, a defesa demonstrará em Juízo a conduta culposa dos Réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime”. Já os advogados de Vitor disseram que ainda analisam a decisão, enquanto a defesa de Evelyne não se pronunciou até o momento.

A Justiça também converteu a prisão temporária de Evelyne em preventiva, ou seja, ela permanecerá presa até o julgamento. Além disso, o tribunal arquivou o processo contra Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, por não terem relação com a morte da jovem, conforme a investigação.

No dia do acidente, Maria Eduarda foi até a ponte para praticar rope jump, esporte radical que consiste em saltar de um local elevado preso por uma corda a uma âncora. Os instrutores, no entanto, não prenderam a corda à jovem, que foi lançada em queda livre de uma altura de 30 metros. Ela morreu na hora. Imagens de câmeras de segurança e vídeos feitos por testemunhas mostraram os três instrutores levantando e jogando a vítima do alto da ponte.

O Ministério Público também atribuiu a Evelyne a prática de fraude processual por ter ordenado a localização da câmera GoPro usada pela vítima e a exclusão do conteúdo, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-torna-reus-rope-jump

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