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São Paulo

Após audiência de custódia, neurocirurgião preso com armas em falsa viatura na Paulista é solto

Douglas Ramos, de 69 anos, foi detido na segunda-feira dirigindo uma Mercedes com sirenes e portando duas armas. A Justiça concedeu liberdade provisória com medidas cautelares.

O neurocirurgião Douglas Ramos, de 69 anos, foi detido na Avenida Paulista dirigindo uma Mercedes com sirenes e portando duas armas. Após audiência de custódia, ele foi solto com medidas cautelaresFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
15 de julho de 202615:27
Atualizado agora há pouco às 18:27

O médico neurocirurgião Douglas Ramos, de 69 anos, foi solto na terça-feira (14/7) após audiência de custódia. Ele havia sido preso na segunda (13/7) por dirigir uma Mercedes com sirenes ligadas, simulando uma viatura policial, e portar duas armas na Avenida Paulista, em São Paulo.

A liberdade provisória foi concedida sob condições cautelares. O médico terá que comparecer mensalmente ao Juízo para informar suas atividades, manter o endereço atualizado e não se ausentar da Comarca de residência por mais de oito dias sem autorização. Também foi estipulada fiança de cinco salários mínimos.

Durante a abordagem, os Guardas Civis Metropolitanos (GCMs) encontraram duas armas de fogo no veículo, uma delas de uso restrito. O carro estava equipado com sirenes e luzes, dando a aparência de uma viatura oficial.

Em depoimento, o neurocirurgião afirmou que trabalhava com o ex-deputado federal Paulo Adriano Telhada (PP), o Coronel Telhada. No entanto, Telhada negou qualquer relação profissional com o médico.

"Não tenho nenhum vínculo com essa pessoa. Ele não é assessor, nem funcionário meu", disse o ex-deputado.

O caso foi registrado como localização e apreensão de veículo, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e simulação da qualidade de funcionário. A investigação segue em andamento para esclarecer os fatos.

A defesa do médico ainda não se manifestou publicamente. O espaço para manifestação permanece aberto.

A ocorrência gerou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o uso de veículos particulares com características de viatura. A GCM informou que o flagrante ocorreu durante uma operação de rotina na região.

Este é mais um caso que envolve a simulação de autoridade pública, crime previsto no Código Penal. A pena para esse delito pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/medico-falsa-viatura-paulista-solto

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