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São Paulo

Professor é agredido no metrô de São Paulo e denuncia homofobia como motivação

Ricardo Akira Matsufuji, de 29 anos, foi espancado na linha 5-Lilás enquanto ia para o trabalho. Ele fraturou a face e perfurou o tímpano.

Professor Ricardo Akira Matsufuji, de 29 anos, foi agredido no metrô de São Paulo e denuncia homofobia como motivação. Ele fraturou a face e perfurou o tímpanoFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
15 de julho de 202615:08
Atualizado agora há pouco às 18:08

O professor Ricardo Akira Matsufuji, de 29 anos, denunciou ter sido vítima de agressão homofóbica no último sábado (11) dentro de um trem da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. Ele registrou o caso em vídeo publicado nas redes sociais, onde relata que foi atacado pelas costas enquanto se dirigia ao trabalho.

Segundo o relato do professor, o agressor o atingiu com um golpe na cabeça enquanto proferia ofensas homofóbicas. Ricardo não conhecia o suspeito. Com a violência, ele sofreu fratura na face e perfuração em um dos tímpanos, além de múltiplos cortes e hematomas pelo corpo.

No vídeo, Ricardo afirmou que o objetivo era conscientizar sobre a importância de apoiar vítimas de violência durante a busca por justiça. Ele destacou o desgaste emocional e burocrático enfrentado após o ocorrido.

"Já está vulnerável fisicamente, emocionalmente, está com dor, realmente em estado de vulnerabilidade. Aí tem delegacia, hospital, IML, laudos, tem que conversar com gente que questiona você. Já uma preocupação tremenda ter que cuidar da sua saúde. Ainda tem que se preocupar com a questão legal. Gente, buscar justiça não é fácil, acaba sendo um peso para quem foi vítima", disse o professor.

O professor também questionou o fato de o boletim de ocorrência não ter registrado o crime como homofobia. Ele relatou que, inicialmente, foi listado tanto como vítima quanto como autor, sob a justificativa de que o agressor teria machucado a mão. Ricardo afirmou que está se mobilizando para representações penal e civil contra o agressor.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como lesão corporal no 27º Distrito Policial (Campo Belo) e encaminhado à Delegacia do Metropolitano. A pasta disse que a autoridade policial está à disposição da vítima para colher mais informações e que a natureza da ocorrência pode ser alterada se novos elementos surgirem.

A ViaMobilidade, concessionária responsável pela linha 5-Lilás, lamentou o ocorrido e afirmou repudiar atos de violência e discriminação. A empresa informou que registrou um desentendimento entre clientes e que, ao ser acionada, reteve o trem na estação Eucaliptos para atendimento das equipes de segurança.

Casos de violência no transporte público paulistano têm gerado preocupação. Em junho, uma mulher desmaiou após ser agredida na estação Parada Inglesa; em maio, seis pessoas ficaram feridas em uma reação a assalto na estação São Bento. Dados da SSP indicam que, entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 3.992 casos de violência nos transportes metropolitanos, uma média de 33 ocorrências por dia.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/professor-agressao-metro-homofobia

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