Elenilson Francisco da Silva, de 47 anos, conhecido como Galego, foi uma das sete pessoas mortas por policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) durante as buscas por suspeitos de envolvimento no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos. Investigações apontam que ele teria forjado documentos para esconder uma ficha criminal de 12 páginas, com registros de homicídios, roubos, porte de arma, sequestro e motim em presídio.
De acordo com fontes que acompanham o caso, Galego não participou diretamente do ataque ao tenente. Ele teria apenas dado abrigo a Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como principal suspeito de atirar contra Pimentel, e à mulher dele, Cláudia Ferreira Ramos, durante a fuga. Golias permanece foragido.
Ao longo da vida, Galego foi identificado pelos órgãos de segurança como Elenilson Francisco da Silva, nascido em 1º de abril de 1979, em Sertânia, Pernambuco. Na ficha policial, constava como servente e morador de Peruíbe, no litoral paulista, com os nomes dos pais e um RG classificado como criminal.
Posteriormente, ele passou a se apresentar como Elenilson Misael da Silva, trocando o nome do meio. A data e a cidade de nascimento foram mantidas, mas a filiação e os números dos documentos mudaram. Na nova identidade, constava apenas o nome da mãe, com o acréscimo de 'Misael', e o pai desaparecia dos registros. Foram atribuídos a ele outro RG e CPF.
A certidão de nascimento em nome de Elenilson Misael foi expedida pelo cartório de Sertânia em fevereiro de 2018. Com a nova identidade, ele também obteve carteira de trabalho, CPF e um título de eleitor emitido em maio de 2025. A tentativa de separar o novo nome da ficha criminal, no entanto, não durou muito tempo.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, do mesmo batalhão da Rota, foi baleado na nuca no dia 27 e segue internado em estado grave, porém estável. As operações de busca pelos suspeitos continuam em andamento.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/suspeito-morto-pela-rota-forjou-documentos-para-ocultar-passado-de-crimes


