A liderança de Simone Tebet (PSB) nas pesquisas para o Senado em São Paulo desencadeou uma disputa interna no PT pela vaga de suplente da ex-ministra do Planejamento. A decisão de que a suplência ficará com o PT foi tomada por aliados do presidente Lula, mas o partido está dividido sobre quem deve ocupar o posto.
De um lado, está o ex-deputado federal Vicentinho (PT-SP), ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, que conta com o apoio da ala ligada aos trabalhadores. A candidatura dele também atenderia a uma reivindicação do movimento negro por representação na chapa.
A outra ala, formada por juristas e professores petistas, prefere nomes como Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, e Marco Aurélio Carvalho, advogado do grupo Prerrogativas. Esses nomes são vistos como mais alinhados ao meio acadêmico e jurídico.
A disputa ganhou relevância porque, nas próximas eleições, as vagas de suplente são estratégicas para a esquerda paulista. Há expectativa de que Tebet e Marina Silva (Rede), que também disputa o Senado, possam retornar a ministérios caso Lula seja reeleito, o que tornaria os suplentes titulares.
Cada candidato ao Senado deve registrar dois suplentes, já que o mandato é de oito anos. A escolha dos nomes certos pode influenciar a composição da bancada paulista no Congresso.
Se Vicentinho for escolhido, ele abriria caminho para Moisés Selerges, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pré-candidato a deputado federal, que tem sido chamado de “candidato de Lula” por fontes da esquerda. Selerges busca os votos da classe trabalhadora.
A última pesquisa Datafolha, divulgada em 6 de julho, mostrou Marina Silva e Simone Tebet tecnicamente empatadas em primeiro lugar na corrida ao Senado, com Ricardo Salles (Novo) como o pré-candidato da direita mais bem posicionado. O levantamento ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O PT busca equilibrar as forças internas para definir a suplência até o registro das candidaturas, que deve ocorrer nas próximas semanas. A decisão será acompanhada de perto pelos aliados, já que pode impactar a estratégia eleitoral da esquerda no estado.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tebet-pt-academicos-metalurgicos


