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São Paulo

Autorização judicial para Uber mototáxi em SP não equivale a liberação, afirma Nunes

Prefeitura de São Paulo cumpriu decisão judicial que obriga credenciamento da Uber para serviço de mototáxi, mas prefeito ressalva que operação depende de outras exigências.

Metrópoles Talks
Raphael Nogueira Felix
24 de julho de 202619:20
Atualizado agora há pouco às 22:20

A Prefeitura de São Paulo iniciou nesta sexta-feira (24/7) o credenciamento da Uber para operar o serviço de mototáxi na capital, atendendo a uma determinação da 16ª Vara da Fazenda Pública. No entanto, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) esclareceu que o registro não significa autorização automática para o funcionamento.

Segundo Nunes, a empresa ainda precisa comprovar o cumprimento integral das regras municipais para que o serviço seja efetivamente liberado. A decisão judicial foi tomada após a Uber recorrer de sucessivas recusas da administração municipal, que alegou falta de documentação, especialmente quanto ao seguro de acidentes pessoais.

“O que houve foi um credenciamento, por força judicial, o que não significa autorizar a operação, que só será liberada se cumprir toda a regulamentação da lei e do decreto”, disse o prefeito.

A gestão municipal já havia manifestado desconforto com a determinação. Em nota anterior, a prefeitura afirmou que permaneceria defendendo a vida, sinalizando preocupação com a segurança dos passageiros e motociclistas. Ainda assim, optou por cumprir a ordem para evitar multa diária de R$ 5 mil.

Nunes confirmou que recorrerá da sentença. “E acho que vamos ganhar”, declarou, demonstrando confiança na reversão da decisão nas instâncias superiores. O processo deve seguir para o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em 2026, a prefeitura já havia negado dois pedidos semelhantes da Uber. O argumento central foi a ausência de comprovação de seguro de acidentes pessoais, exigência prevista em legislação municipal e que a empresa não teria atendido.

Paralelamente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu em janeiro uma liminar suspendendo trechos de lei e decreto municipais que impunham condições para o serviço de mototáxi. Esse cenário jurídico complexo envolve tanto a esfera estadual quanto federal, e o desfecho pode influenciar a regulação de aplicativos de transporte em todo o país.

Até o momento, a Uber não se manifestou oficialmente sobre o início do credenciamento. A reportagem procurou a empresa, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.

A nova etapa do processo dependerá da capacidade da Uber de atender às exigências da prefeitura, como a apresentação do seguro obrigatório. Caso cumpra todos os requisitos, a empresa poderá operar o mototáxi na capital paulista, pelo menos até que o recurso de Nunes seja julgado.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nunes-sobre-credenciar-uber-para-mototaxi-nao-significa-autorizar

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