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São Paulo

CPTM nega sabotagem em incêndio que paralisou três linhas de trem na zona leste de SP

Após incêndio em vagão que interrompeu a circulação das Linhas 11, 12 e 13, a CPTM descartou a hipótese de sabotagem levantada pelo ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite.

cptm descarta sabotagem incêndio falha linhas. Material cedido ao Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
24 de julho de 202612:56
Atualizado agora há pouco às 15:56

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) rejeitou nesta sexta-feira (24/7) a possibilidade de sabotagem no incêndio que atingiu um trem na Linha 12-Safira e afetou a operação de três linhas na zona leste de São Paulo. O incidente ocorreu na quinta-feira (23/7) e provocou a interrupção total do serviço nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, gerando transtornos para milhares de passageiros.

Durante coletiva de imprensa, o diretor-presidente da CPTM, Michael Sotelo Cerqueira, foi questionado sobre a declaração do ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato a deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que sugeriu em redes sociais que funcionários da estatal poderiam estar envolvidos no incêndio. Cerqueira afirmou que a empresa colabora com todas as investigações e destacou o profissionalismo dos colaboradores.

"Os nossos colaboradores são extremamente profissionais e estiveram a postos com o pedido do governo de ontem. Nossa obrigação e compromisso é com a própria população, de entregar o melhor serviço", declarou o diretor-presidente. Ele acrescentou que, se houver suspeita sobre a conduta de alguém, o caso deve ser tratado pela polícia.

O incêndio destruiu o interior de um vagão da Linha 12-Safira e obrigou os passageiros a deixarem o trem e caminharem pelos trilhos na escuridão por mais de meia hora até a estação mais próxima. Imagens registradas por usuários mostram faíscas caindo sobre a composição antes do fogo se alastrar. A suspeita inicial é de curto-circuito, mas a causa ainda não foi oficialmente confirmada.

"Foi assim com a transição da Linha 7-Rubi e foi assim com a transição das Linhas 11, 12 e 13. Os nossos colaboradores são extremamente profissionais e estiveram a postos com o pedido do governo de ontem", reiterou Cerqueira, reforçando a confiança na equipe.

A concessionária Trivia, que administrava as linhas no momento do incêndio, informou que houve "falha na composição de um trem da Linha 12-Safira" e que interrompeu a circulação para garantir a segurança dos passageiros. A normalização do serviço ocorreu por volta das 13h de quinta-feira, mas as Linhas 11 e 13 já haviam retomado a operação às 10h30.

A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM volte a operar as linhas afetadas por até 90 dias, em conjunto com a Trivia, para assegurar a qualidade do serviço. A decisão foi tomada após três dias seguidos de falhas e foi comunicada pelo diretor-presidente da Artesp, André Insper.

O governo paulista também determinou que a administração das linhas retornasse à CPTM após as falhas registradas. A medida visa garantir a prestação de serviço adequada à população enquanto as investigações sobre o incêndio prosseguem.

Passageiros relataram momentos de pânico durante o incidente, com o trem parado e sem energia. Muitos precisaram caminhar pelos trilhos no escuro, sob orientação de seguranças, até alcançarem a estação Tatuapé. A situação gerou críticas à manutenção dos trens e à atuação da concessionária.

A CPTM e a Trivia não comentaram oficialmente sobre a possibilidade de curto-circuito, mas especialistas apontam que a falta de manutenção adequada pode ter contribuído para o incidente. A Artesp acompanhará de perto a operação conjunta para evitar novos episódios.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/cptm-descarta-sabotagem-incendio-trem

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