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São Paulo

Insatisfeito com suplência, PDT ameaça lançar candidato próprio ao Senado em SP

O PDT, que apoiou Haddad, sinaliza rompimento ao cogitar candidatura própria ao Senado, rachando a esquerda paulista.

Ministro Carlos LupiFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
25 de julho de 202611:16
Atualizado agora há pouco às 14:16

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) pode lançar um nome próprio para disputar uma vaga no Senado por São Paulo, ameaçando dividir a base de apoio do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) ao governo estadual. A insatisfação com as negociações para a suplência na chapa majoritária levou o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, a sinalizar publicamente o descontentamento.

A convenção estadual do PDT, realizada na última sexta-feira (24), foi o palco do anúncio velado de que o partido pode não aceitar o papel de coadjuvante na aliança com o PT. O PDT foi a primeira legenda a declarar apoio a Haddad, mas a demora na definição das vagas de suplente ao Senado gerou atrito interno.

Conforme apurou a reportagem, Lupi, que foi ministro da Previdência no terceiro governo Lula, deixou o cargo em meio à crise dos descontos indevidos de aposentados do INSS. Agora, ele avalia que o partido merece mais espaço na chapa, especialmente diante da possibilidade de as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), assumirem ministérios caso Lula seja reeleito.

O PDT indicou os nomes do sindicalista Antônio Neto e do ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, para compor a suplência das duas ex-ministras. A suplência ao Senado neste ano é especialmente cobiçada, pois abre caminho para que os suplentes assumam o cargo em caso de renúncia das titulares.

Pesquisas de intenção de voto apontam Marina e Simone na liderança da disputa ao Senado. Do lado oposto, os candidatos da direita — Ricardo Salles (Novo), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) — tentam conquistar as duas vagas em jogo.

Caso o PDT decida lançar candidatura própria, a esquerda paulista poderá sofrer uma fragmentação que beneficie os adversários. O partido ainda não bateu o martelo, mas a ameaça já preocupa articuladores da campanha de Haddad, que tentam evitar um racha na aliança.

O movimento do PDT ocorre em um contexto de disputa acirrada pelo Senado, com nomes fortes tanto à esquerda quanto à direita. A definição das candidaturas deve ocorrer nas próximas semanas, quando os partidos realizam suas convenções oficiais.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pdt-ameaca-senado-dividir-esquerda-sp

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