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São Paulo

Associação de oficiais da PM reconhece amizade entre coronel e operadores do PCC

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo confirmou que o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins mantinha amizade com suspeitos de operar finanças para o PCC, mas nega irregularidades.

Coronel cabeçãoFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
28 de julho de 202616:33
Atualizado agora há pouco às 19:33

A Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo (AOPM) emitiu nota reconhecendo que o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins mantinha relação de amizade com Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, apontados como operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC). A entidade, no entanto, afirmou que, à época dos contatos, não havia suspeitas sobre os envolvidos.

A investigação da Polícia Federal, porém, aponta que as interações entre o coronel e os suspeitos continuaram mesmo após a Operação Fractal, deflagrada em outubro de 2022. Segundo relatório obtido pelo Metrópoles, trocas de mensagens, planejamento de viagens e encontros presenciais ocorreram até novembro de 2023.

Em uma das conversas, Pereira Martins convidou Cléber para sair com “amigos da minha turma de coronéis”. O documento da PF classifica o oficial como “grande amigo” dos dois investigados e sugere que ele “parece abrir portas na corporação PMESP para Cléber e o grupo”.

A AOPM, por sua vez, sustenta que Pereira Martins “não tem sobre si qualquer indício de práticas ilícitas” e que não figura como indiciado no inquérito. A entidade também destacou que, quando as relações ocorreram, “sobre elas não pairavam quaisquer suspeitas de todos ao seu redor”.

As mensagens também tratam do uso de colônias de lazer da associação. Em setembro de 2023, Robson perguntou se a unidade de Boraceia estava reservada para o feriado, e o coronel confirmou a disponibilidade. O relatório policial, contudo, não afirma que as reservas tenham sido feitas de forma irregular.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de fotos mostrando o coronel e os suspeitos confraternizando em eventos sociais, como uma ceia de réveillon de 2023. As imagens reforçam a tese da PF de que havia proximidade entre o oficial e os operadores do PCC.

Procurada, a defesa do coronel não se manifestou até a publicação desta reportagem. A AOPM reiterou que confia na apuração dos fatos e que seu associado sempre agiu dentro da lei.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/associacao-da-pm-confirma-amizade-entre-coronel-e-operadores-do-pcc

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