O prefeito Ricardo Nunes (MDB) criou, nesta quarta-feira (29/7), um grupo de trabalho para elaborar um protocolo de segurança em saúde voltado a corridas de rua e eventos esportivos realizados em vias públicas da capital paulista. A medida ocorre três dias depois da morte do corredor amador Julio Barreto, de 50 anos, que passou mal ao final da SP City Marathon, no Jockey Club, zona sul de São Paulo.
Júlio de Campos Barreto Neto era formado em publicidade e propaganda e trabalhava na Danone. Nas redes sociais, conhecido como Julião, foi descrito como "grande amigo" e entusiasta do esporte. Ele participava da corrida promovida pela Nike quando, ao fim da prova, apresentou perda de consciência, ausência de resposta a estímulos e dores no braço.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o atleta caminhava em direção a uma ambulância quando sofreu um mal súbito e caiu. Médicos que estavam no local para participar e assistir à prova prestaram os primeiros socorros.
"Julio foi prontamente atendido pela equipe médica do evento, que iniciou as manobras de reanimação ainda no local", afirmou a Iguana Sports, organizadora do evento, em nota. "Ele foi encaminhado ao hospital, recebeu todo o suporte avançado disponível, mas, apesar de todos os esforços, não resistiu." A empresa acrescentou que, em respeito à memória de Júlio e de sua família, não forneceria informações adicionais no momento.
O grupo de trabalho instituído por Nunes terá a coordenação da Secretaria Municipal da Saúde. O objetivo é definir parâmetros mínimos de segurança e de estrutura de atendimento à saúde para a realização dos eventos, além de estabelecer responsabilidades entre os órgãos e entidades competentes.
O colegiado poderá convidar representantes de outros órgãos públicos ou privados, entidades de classe, organizadores de eventos esportivos e especialistas para participar das reuniões, sem direito a voto. A expectativa é que o protocolo resultante sirva de referência para todas as corridas de rua e eventos similares na cidade, prevenindo novas ocorrências trágicas.
A morte de Julio Barreto reacendeu o debate sobre a segurança em provas de rua, especialmente em relação ao suporte médico disponível e à preparação dos participantes. A SP City Marathon, que ocorreu no domingo (26/7), contava com ambulâncias e equipes de atendimento, mas o corredor não resistiu após o mal súbito.
A Prefeitura de São Paulo não informou prazo para a conclusão dos trabalhos do grupo. A iniciativa, no entanto, sinaliza uma preocupação do Executivo municipal em regulamentar esse tipo de evento, que atrai milhares de atletas amadores e profissionais na capital.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nunes-regras-corridas-rua

