A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), buscou acalmar os ânimos em torno da escolha de seu suplente. A indicação do vereador Djalma Nery, do PSol, gerou descontentamento dentro da coligação que apoia Fernando Haddad (PT) ao governo do estado. Em entrevista, Marina afirmou que a definição ainda não ocorreu.
Marina ressaltou que todos os partidos da coligação tiveram a oportunidade de sugerir nomes para as vagas de suplente. Ela classificou as indicações como legítimas e naturais dentro do processo político.
“São sugestões e é legítimo que os partidos indiquem. O PSol é um partido que tem seis deputados federais, foi para o segundo turno nas eleições aqui da prefeitura duas vezes. Então não se pode achar que esse partido não possa contribuir com a chapa majoritária. Mas essa discussão está sendo feita com toda a tranquilidade junto aos partidos que compõem a nossa frente”, disse Marina.
A ex-ministra do Meio Ambiente também abordou a insatisfação do PDT, que reivindica uma das suplências. Segundo Marina, ela conversou com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, antes mesmo da convenção.
Marina afirmou que Lupi lhe disse que a suplência não era uma condição para o apoio do partido a Haddad. Na convenção do PDT, Lupi repetiu que a indicação não era condicionante.
“Eu me atenho muito mais àquilo que eu conversei com o Lupi. Eu tive, bem antes, uma conversa com o presidente Lupi e ele me disse ‘Olha Marina, é uma sugestão e não é condicionante’. Nós vamos sugerir nomes para a primeira suplência ou para a segunda suplência. Inclusive na própria convenção do PDT ele repetiu isso, que não era condicional. Essa é uma decisão que está sendo trabalhada”, declarou.
A disputa pela suplência ganha relevância devido à possibilidade de Marina assumir um ministério em um eventual quarto mandato do presidente Lula. Caso isso ocorra, o suplente assumiria a vaga no Senado. Marina, no entanto, afirmou que cumpriu sua missão como ministra e espera que Lula a mantenha no Senado.
O PDT, por outro lado, avalia lançar candidatura própria ao Senado caso não seja contemplado com nenhuma suplência, o que poderia provocar uma fissura na coligação. A legenda argumenta que, estando coligada com Haddad, não faria sentido ficar de fora da partilha de vagas na chapa majoritária.
Para a suplência de Marina, o PSol indicou o sindicalista Antonio Neto. Já para a suplência de Simone Tebet (PSB), o PDT sugeriu o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri. A suplência de Tebet, contudo, deve ficar com o advogado Laio Morais (PT).
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/decisao-que-esta-sendo-trabalhada-diz-marina-sobre-suplencia

