Uma mulher de 41 anos morreu após complicações decorrentes de uma colonoscopia realizada em um hospital público da zona leste de São Paulo. O exame, considerado de rotina, resultou em uma perfuração intestinal que levou a uma cirurgia de emergência, mas a paciente não resistiu.
Mariana dos Santos Candido, agente de apoio escolar, foi submetida ao procedimento na terça-feira (28/7) no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo. Segundo o hospital, houve uma laceração da parede mucosa do intestino durante o exame, o que exigiu uma laparotomia de urgência com colectomia segmentar – retirada de parte do intestino grosso. A cirurgia durou seis horas.
Após a operação, Mariana foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde apresentou dores intensas, queda grave da pressão arterial e sangramento. Ela não resistiu e faleceu na quarta-feira (29/7). O corpo foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) na quinta-feira (30/7).
A família registrou o caso no 62º Distrito Policial, em Ermelino Matarazzo, como morte suspeita e morte acidental. O boletim de ocorrência foi encaminhado à Polícia Judiciária para investigação. A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
"Ela era uma menina alegre, que era o apoio da família inteira", disse Mara Aparecida, tia de Mariana, em depoimento. Segundo a professora, a sobrinha deixou três filhos, de 19, 15 e 9 anos, que estão "em choque" com a perda.
De acordo com a tia, Mariana realizava a colonoscopia pela primeira vez, motivada pelo histórico familiar de câncer de intestino. O avô dela teve a doença, o que levava todos os parentes a fazerem o exame a cada dois anos. A família está "dilacerada" , conforme Mara, que também disse que a mãe de Mariana se sente culpada por ter levado a filha para o exame.
O caso levanta questionamentos sobre a segurança de procedimentos médicos de rotina em hospitais públicos e a necessidade de protocolos rigorosos para evitar complicações. A Polícia Judiciária agora investiga as circunstâncias da morte.
O Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo ainda não divulgou um posicionamento oficial sobre o ocorrido. A reportagem tenta contato com a unidade para esclarecimentos adicionais.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mulher-morre-apos-colonoscopia-sp

