O Partido Missão oficializou neste sábado (1º/8) a candidatura de Renan Santos à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante o Congresso Nacional da legenda, realizado em um pavilhão na Mooca, zona leste de São Paulo. Renan já havia sido apresentado como pré-candidato em convenção on-line no último dia 20 de julho, por medida de segurança.
O evento também marcou o lançamento do “Livro Amarelo”, documento que servirá de base para o plano de governo da sigla. A obra de quase 500 páginas foi elaborada em mais de dois anos por cerca de 200 voluntários e traz 14 capítulos sobre ajuste fiscal, segurança pública, saúde, educação, terras raras e política externa.
Em discurso de aproximadamente uma hora, Renan Santos fez um retrospecto do Movimento Brasil Livre (MBL) e usou tom duro contra o PT, o presidente Lula e integrantes da família Bolsonaro. O candidato classificou o partido como a “última linha de defesa do Brasil produtivo” e disse que a legenda não se define apenas como o oposto do PT.
“Nós não somos a negação do PT. Nós não somos antipetistas. Nós não somos como dos ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais, só para dizerem, ‘veja só, eu sou o oposto do Lula’. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera. E é por isso que ambos têm que ir para a lata de lixo da história juntos”, afirmou Renan.
O ex-juiz Sergio Moro foi um dos nomes mais vaiados durante o congresso. Renan o definiu como “um vassalo” que não teve estatura para defender o próprio legado e teria se submetido àqueles que destruíram a Lava Jato.
Em entrevista ao Metrópoles TV, o candidato disse que estará no segundo turno e descartou apoiar Flavio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa contra Lula. Para ele, os dois representam um cenário de “derrota total e completa do país”.
“São dois incompetentes, são dois imbecis, são dois ladrões. O Brasil não pode ficar na mão desses caras. Então eu não consigo imaginar um segundo turno neles. O segundo turno com essas duas pessoas é uma derrota total e completa do país. É uma vergonha pra gente, é uma falta de ambição”, disse Renan.
O congresso do Missão ocupou um espaço próximo a trilhos desativados na Mooca e incluiu debates, palestras de formação partidária e a apresentação do Livro Amarelo. A legenda, criada a partir do MBL, tenta se consolidar como terceira via no cenário nacional, com críticas tanto ao governo Lula quanto à oposição bolsonarista.
Com a oficialização, Renan Santos passa a disputar a Presidência pela legenda, que pretende ampliar sua estrutura para as eleições de outubro. O partido ainda não confirmou todos os nomes que comporão a chapa, mas a vice já foi indicada anteriormente pela sigla.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/renan-santos-e-oficializado-como-candidato-a-presidencia-pelo-missao

