A Polícia Civil investiga a morte do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, em Mogi Mirim, no interior de São Paulo. O corpo dele foi encontrado na manhã de domingo (2/8), um dia após o desaparecimento, em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani. A vítima estava sem roupas e apresentava sinais de violência.
De acordo com a polícia, o carro do advogado foi achado vítima fatal nas proximidades do local onde o corpo estava. A distância entre o veículo e o corpo era de aproximadamente sete quilômetros. As equipes trabalham para reconstituir os últimos passos de Lucas e identificar com quem ele esteve antes de sumir.
Lucas havia saído de casa no sábado (1/8), sem informar para onde iria. Ele vestia roupas informais, o que levou a família a acreditar que o encontro seria com amigos. Como não retornou, os pais registraram boletim de ocorrência de desaparecimento na Delegacia de Hortolândia, cidade onde residem.
Um amigo da família obteve informações sobre o trajeto do veículo de Lucas, que passou por Mogi Mirim por volta das 3h da madrugada. As buscas foram intensificadas e o corpo foi localizado em uma estrada de terra. A suspeita de crime de ódio é uma das linhas de investigação, mas ainda não há confirmação.
Lucas era formado em Direito, tinha mestrado em direitos humanos pela Universidade de São Paulo (USP) e cursava doutorado na mesma instituição. Nas redes sociais, ele compartilhava experiências profissionais na área jurídica. A vítima se identificava como pessoa com deficiência, mencionando paralisia cerebral.
Familiares afirmaram que Lucas não tinha histórico de conflitos e que o sonho dele era se tornar promotor de Justiça. Amigos e parentes se mobilizaram nas buscas e usaram as redes sociais para pedir informações sobre o paradeiro do advogado.
A Polícia Civil de Mogi Mirim segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias da morte. A perícia foi acionada e o caso está sendo tratado como homicídio. Até o momento, ninguém foi preso.
A morte de Lucas gerou comoção na comunidade jurídica e entre colegas de universidade. O advogado era descrito como dedicado e sonhador, com forte atuação em causas de direitos humanos. A família pede que qualquer informação sobre o caso seja repassada às autoridades.
A polícia não descarta outras hipóteses e aguarda os laudos periciais para avançar nas apurações. O carro vítima fatal passará por perícia para tentar extrair vestígios que possam ajudar na identificação dos responsáveis.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/advogado-que-sonhava-promotor

