O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil estabeleceu um prazo de uma hora para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, apresentar uma nova proposta à categoria, que está em greve desde a manhã desta terça-feira (4/8). O ultimato foi dado durante um ato público na sede dos sindicalistas, e o prazo se encerraria por volta das 18h45.
Em discurso no evento, um dos diretores do movimento, Luís Barbosa Neto Júnior, afirmou que o governador precisa chamar a categoria para conversar e apresentar uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores. A principal demanda é a garantia de emprego dos funcionários da CPTM, conforme destacou o dirigente.
Os líderes sindicais também reforçaram que a decisão de encerrar a paralisação está nas mãos do governador. «Caso ele queira acabar essa greve hoje, ele pode fazer a proposta», disseram, acrescentando que a palavra final cabe a Tarcísio.
A greve afeta parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. No fim da tarde, a Linha 11-Coral operava entre as estações Barra Funda e Guaianases; a Linha 12-Safira, entre Brás e Engenheiro Goulart; e a Linha 13-Jade, entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart. A paralisação impacta cerca de 780 mil usuários do sistema ferroviário paulista.
Mais cedo, o governador Tarcísio de Freitas criticou a greve, classificando-a como uma «instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem». Em nota publicada nas redes sociais, ele afirmou que o governo segue aberto ao diálogo e que negociações já foram realizadas, com garantias de manutenção de emprego oferecidas e recusadas pelo sindicato.
O governo estadual acionou um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos nesta terça-feira, e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou trânsito acima da média já nas primeiras horas da manhã, principalmente na região central.
A categoria afirma que a greve não tem caráter partidário, rebatendo as declarações do governador. Os ferroviários negam que a paralisação seja motivada por interesses políticos e reforçam que a luta é por condições de trabalho e estabilidade no emprego.
A expectativa é de que o impasse seja resolvido nas próximas horas, com uma nova rodada de negociação entre o sindicato e o governo estadual. Até o momento, não há informações oficiais sobre uma possível reunião após o ultimato.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-em-sp-ferroviarios-dao-prazo-de-1h-para-proposta-de-tarcisio

