O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) decidiu manter a greve na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após reunião com representantes do governo estadual na tarde desta quarta-feira (4/8), quando a categoria rejeitou a oferta apresentada.
Com a manutenção da paralisação, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade seguem sem operação normal. A medida afeta diretamente a zona leste de São Paulo, região mais populosa da cidade e que concentra grande parte dos usuários dessas linhas.
Na manhã desta terça-feira (4/8), os reflexos da greve já eram sentidos no Metrô de São Paulo. As estações das linhas 1-Azul e 3-Vermelha registraram trens e plataformas mais cheios que o habitual, além de filas nas catracas. Na estação Itaquera, da Linha 3-Vermelha, uma longa fila se formou por volta das 6h, como mostram imagens registradas por passageiros.
Para minimizar os impactos, a CPTM acionou o plano de contingência. A Linha 11-Coral operou parcialmente entre Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12-Safira teve circulação suspensa no período da manhã e operação parcial entre Brás e Engenheiro Goulart à tarde. Já a Linha 13-Jade não funcionou durante todo o dia.
O Metrô também adotou medidas extraordinárias: as estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata abriram às 4h, e trens extras foram colocados em circulação na Linha 3. O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado, mobilizando 128 ônibus para reforçar o transporte de passageiros.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos durante o dia para facilitar a locomoção. Apesar das medidas, a CPTM acusou os ferroviários de descumprirem a determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que exigia efetivo mínimo de 80% nos horários de pico e 60% nos demais períodos.
Em nota, a CPTM lamentou a greve e afirmou que apresentou "compromissos concretos" e que havia disposição do governo estadual para avançar nas negociações. O sindicato, porém, não aceitou a proposta e promete manter a paralisação até que suas reivindicações sejam atendidas.
A greve deve continuar afetando o transporte sobre trilhos na Grande São Paulo nos próximos dias. Passageiros que dependem das linhas 11, 12 e 13 devem buscar alternativas como o Paese ou o Metrô, que já opera com capacidade reforçada. A orientação é planejar os deslocamentos com antecedência e acompanhar os comunicados oficiais da CPTM e do Metrô.





Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-da-cptm-sindicato-nega-oferta-do-governo-e-mantem-paralisacao

