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São Paulo

Governo de SP acusa sindicato de usar greve na CPTM para fins políticos

Tarcísio de Freitas criticou a paralisação dos ferroviários e afirmou que a ação é uma tentativa de instrumentalização política contra os passageiros.

Foto colorida do governador Tarcísio de Freitas em evento da Rota Bolsonaro - Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202611:16
Atualizado agora há pouco às 14:16

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou duramente a greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada na manhã desta terça-feira (4/8). Em nota publicada nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual afirmou que a paralisação é resultado de uma instrumentalização política para prejudicar os usuários do transporte público.

A greve afeta diretamente as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela concessionária Trivia Trens. Segundo a CPTM, a Linha 11 circula de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases, enquanto as demais linhas estão completamente fora de operação. A paralisação também provocou aumento no fluxo de passageiros no Metrô, com estações como Brás, Itaquera e Paraíso registrando maior movimento.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a reestatização das linhas concedidas, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que conta com apoio do governo. O sindicato também pede a manutenção dos postos de trabalho e melhorias nas condições de operação.

Em sua manifestação, Tarcísio afirmou que o governo esteve aberto ao diálogo e que apresentou propostas durante as negociações. “A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo”, escreveu o governador. Ele também destacou que a concessão das linhas visa melhorar a qualidade do serviço, com investimentos em novos trens, estações mais acessíveis e modernização da infraestrutura.

O governador ainda mencionou que as garantias de manutenção de emprego foram oferecidas, mas descartadas pelo sindicato. “Negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”, completou Tarcísio.

Por causa da paralisação, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos nesta terça-feira, como medida para minimizar os impactos no trânsito. A decisão foi tomada em conjunto com o governo estadual, que monitora a situação nas estações e orienta os passageiros a buscarem alternativas de transporte.

A categoria promete manter a greve até que o governo atenda às reivindicações. A Justiça do Trabalho, no entanto, já determinou a manutenção de um percentual mínimo de funcionamento dos trens, sob pena de multa diária. A CPTM informou que está mobilizando equipes para reduzir os transtornos, mas não há previsão de normalização do serviço.

Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o impasse entre o sindicato e o governo pode se arrastar, afetando milhares de passageiros que dependem do transporte sobre trilhos para se deslocar na capital e na região metropolitana. A orientação é que os usuários busquem informações atualizadas nos canais oficiais da CPTM e do Metrô antes de sair de casa.

A greve ocorre em um momento de tensão política, com o governo defendendo a continuidade das concessões e o sindicato lutando pela reestatização. Enquanto isso, os passageiros enfrentam longas filas e superlotação nas estações, refletindo a importância do serviço para a população.

O governo estadual afirmou que continuará aberto ao diálogo, mas não aceitará pressões. A expectativa é de que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias, na tentativa de encerrar o impasse e minimizar os prejuízos à população. Até lá, a recomendação é que os passageiros planejem rotas alternativas e busquem informações em tempo real.

Tarcísio critica trabalhadores da CPTM em greve: “Aposta na baderna” - destaque galeria
Tarcísio critica trabalhadores da CPTM em greve: “Aposta na baderna” - destaque galeria
Por volta das 6h, a Linha 11-Coral circulava de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases
Por volta das 6h, a Linha 11-Coral circulava de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-critica-greve-baderna

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