A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nesta terça-feira (4/8) provocou um aumento significativo no trânsito da cidade de São Paulo. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 6h44, o congestionamento nas principais vias de acesso à capital chegou a 97 quilômetros, superando a média registrada no mesmo horário em dias anteriores.
A região leste da cidade, que engloba as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, é a mais afetada, com 38 quilômetros de lentidão. Em seguida, aparecem a zona sul, com 34 quilômetros, e as regiões norte e oeste, cada uma com 11 quilômetros. O centro da capital registrou três quilômetros de trânsito. De acordo com a CET, todas as cinco regiões apresentam aumento no fluxo de veículos em relação ao mesmo horário da segunda-feira (3/8).
A paralisação, que atinge as linhas 11, 12 e 13, afeta cerca de 850 mil passageiros que dependem do sistema de trens metropolitanos. Por volta das 6h, apenas a Linha 11 operava parcialmente entre as estações Barra Funda e Guaianases. As linhas 12 e 13 estavam completamente fora de operação.
Em razão da greve, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de veículos durante todo o dia. A medida visa minimizar os impactos para os motoristas que precisam se deslocar pela cidade. Além disso, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado, disponibilizando 128 ônibus gratuitos para atender os usuários do transporte público.
O Metrô de São Paulo, que opera normalmente, antecipou a abertura das estações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata para as 4h. Trens extras foram colocados em operação e o número de funcionários foi reforçado nas estações Corinthians-Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda, que são pontos de integração com a CPTM.
A greve foi confirmada após negociações entre o sindicato da categoria e a CPTM não chegarem a um acordo. A companhia criticou a paralisação e afirmou que a operação foi prejudicada, mas que equipes de emergência estão trabalhando para minimizar os transtornos. Ainda não há previsão para o fim da paralisação.
Os passageiros que dependem das linhas afetadas devem buscar alternativas de transporte, como ônibus municipais e intermunicipais, que também operam com reforço. A orientação das autoridades é evitar deslocamentos desnecessários e, se possível, optar por horários alternativos.
A CPTM informou que está monitorando a situação e que novas informações sobre a operação serão divulgadas ao longo do dia. Enquanto isso, a cidade enfrenta um dos maiores congestionamentos do ano, reflexo direto da paralisação dos trens metropolitanos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/com-greve-da-cptm-cidade-de-sp-tem-congestionamento-acima-da-media

